03 outubro 2010

Usurpação de identidade, de novo

Mais uma vez alguém que teve acesso aos meus dados, usa a minha identidade para fazer comentários em meu nome noutros blogues. Descobri um no blogue A Educação do meu Umbigo.


 


Ou seja, o Troll voltou a atacar.


 


Aviso que deixo, mais uma vez, de colocar qualquer comentário em qualquer blogue.

Da despedida



Tara Donovan: Transplanted (detail)


 


 


Barriquei os olhos contra os riscos de água


que perfuram as janelas. As sombras


das folhas isoladas e batidas


num complemento perfeito do murmúrio


sem voz.


 


Da despedida.


 

Beautiful Day









U2


The heart is a bloom, shoots up through stony ground
But there's no room, no space to rent in this town
You're out of luck and the reason that you had to care
The traffic is stuck and you're not movin' anywhere
You thought you’d found a friend to take you out of this place
Someone you could lend a hand in return for grace

It's a beautiful day,
The sky falls and you feel like
It's a beautiful day,
Don’t let it get away

You’re on the road but you’ve got no destination
You’re in the mud, in the maze of her imagination
You love this town even if that doesn’t ring true
You’ve been all over and it’s been all over you

It's a beautiful day,
Don't let it get away
It's a beautiful day,

Touch me, take me to that other place
Teach me love, I know I’m not a hopeless case

See the world in green and blue
See China right in front of you
See the canyons broken by cloud
See the tuna fleets clearing the sea out
See the bedouin fires at night
See the oil fields at first light
See the bird with a leaf in her mouth
After the flood all the colours came out

It was a beautiful day
Don't let it get away
A beautiful day

Touch me, take me to that other place
Reach me, I know I'm not a hopeless case

What you don’t have you don’t need it now
What you don’t know you can feel it somehow
What you don’t have you don’t need it now
Don’t need it now
It was a beautiful day

Ópera bufa

As medidas de austeridade, tantas vezes pedidas como indispensáveis, inadiáveis, estão agora a ser trucidadas como duríssimas, feitas tarde demais, curtas, ainda não suficientes, etc.


 


Aconteceu o mesmo com as reformas, as tais que nenhum governo se atreveu a protagonizar, com excepção do anterior governo PS, mas que foram vilipendiadas e boicotadas por todos os que as defendiam.


 


Interessante ainda perceber que, para muitos, quem defendeu e defende o governo socialista não pode, está proibido, sob pena de ser considerado anormal e traidor, criticar o mesmo governo ou medidas com que não concorda, ou posturas e atitudes políticas que considera inaceitáveis. Traidor por quem de forma acéfala defende o mestre, traidor para quem sempre atacou de forma acéfala o PS, o governo, Sócrates e outros ministros, porque agora é tarde.


 


Tarde? Será que fechámos a porta, o país, o mundo, a nossa cabeça? E a quem entregar a confiança? Aos nossos esquerdistas, da esquerda plural e verdadeira, que nunca contribuirão para uma solução governativa credível, partidos onde impera a irresponsabilidade, o populismo e a demagogia? Ao PSD, que se afunda no seu próprio descrédito, que nem sequer sabe o que defende, ontem as privatizações, nomeadamente a da Caixa Geral de Depósitos, a alteração da Constituição e a ameaça de deixar o país sem Orçamento de Estado de 2011, quando nele estão inscritas as medidas que pediu?


 


Continua, portanto, a ópera bufa. Enfim, agora temos a chuva e as inundações para nos entretermos. E os U2.

02 outubro 2010

Negação

 


Já percebemos que, faça o país o que fizer, seja qual for o governo que tiver, quem decide as políticas financeiras são os mercados, imbuídos de uma ideologia liberal desenfreada. A prova está no facto de a Moodys ter baixado o rating da Espanha, apesar da excelente execução orçamental, apesar dos cortes todos que fizeram e que tanto agradaram a todos os nossos mediáticos e compenetrados economistas, agora porque há perspectiva de fraco crescimento. Na Irlanda, aquele farol dos exemplos, quando cresce e quando decresce, os cortes não diminuíram o défice e há uma nova recessão económica. Como acontecerá em Portugal.


 


Já percebemos que este anúncio foi de imediato aproveitado para não aumentar o ordenado mínimo para 500€, um número verdadeiramente astronómico e que permite aforrar a miséria. Já percebemos que estão todos de mãos atadas, a não ser que a fome de poder do PSD seja tão grande que se arrisque a não aprovar o orçamento para 2011.


 


O que não se consegue perceber, pelo menos eu não percebo, é como é que José Sócrates afirma, depois de todas as previsões erradas, desde a campanha eleitoral, de todos os programas não cumpridos, de todos os investimentos que avançavam mas não avançam, da inexistência de política de saúde, dos impostos que aumentaram apesar das juras em contrário, como é que José Sócrates diz a todos os cidadãos, mais uma vez, que não haverá mais medidas de austeridade? Como é que ele tem a audácia de afirmar isso?


 


Pode haver motivos e justificações para tudo, mas para a total desfaçatez perante o defraude contínuo de todos quantos tentam perceber o que se esá a passar, que vêm a sua desilusão e apreensão crescerem, para isso não há perdão. José Sócrates e Teixeira dos Santos, desbaratam o capital de confiança que, apesar de tudo, se lhes foi dando.


 


É compreensível a crise mas não a mistificação. Nem a de Passos Coelho, nos cortes da despesa do estado não concretizáveis, nem a do Primeiro-ministro, na negação do óbvio.


 

01 outubro 2010

Um dia como os outros (70)

 



(...) O primeiro, e talvez principal problema da proposta de orçamento para 2011 é... 2010, mais um abalo na credibilidade de Teixeira dos Santos. Por outras palavras, o barco orçamental afundou nos últimos quatro meses de forma incompreensível, que os dois submarinos, obviamente, não explicam, o que obrigou a uma operação extraordinária, o fundo de pensões da PT. A ver vamos como se vai concretizar para garantir um défice de 7,3%. (...)


 


António Costa (DE)

29 setembro 2010

Século XXI

Aí está ela, a austeridade, os cortes de salários, os congelamentos, os impostos, mais aperto ao consumo, mais desemprego, a recessão.


 


Aí está o falhanço deste governo, desta Europa, deste sistema. Aí está a repetição da receita da crise e dos mercados que pedem mais, cada vez mais.


 


O que vai fazer o PS do seu programa político? O que vai fazer o PSD das suas ameaças contra o OE de 2011?


 


O que vamos nós fazer ao percebermos que, votemos o que votarmos quem decide são os mercados, aqueles em quem ninguém vota mas que são os donos e senhores do mundo?

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...