02 outubro 2010

Negação

 


Já percebemos que, faça o país o que fizer, seja qual for o governo que tiver, quem decide as políticas financeiras são os mercados, imbuídos de uma ideologia liberal desenfreada. A prova está no facto de a Moodys ter baixado o rating da Espanha, apesar da excelente execução orçamental, apesar dos cortes todos que fizeram e que tanto agradaram a todos os nossos mediáticos e compenetrados economistas, agora porque há perspectiva de fraco crescimento. Na Irlanda, aquele farol dos exemplos, quando cresce e quando decresce, os cortes não diminuíram o défice e há uma nova recessão económica. Como acontecerá em Portugal.


 


Já percebemos que este anúncio foi de imediato aproveitado para não aumentar o ordenado mínimo para 500€, um número verdadeiramente astronómico e que permite aforrar a miséria. Já percebemos que estão todos de mãos atadas, a não ser que a fome de poder do PSD seja tão grande que se arrisque a não aprovar o orçamento para 2011.


 


O que não se consegue perceber, pelo menos eu não percebo, é como é que José Sócrates afirma, depois de todas as previsões erradas, desde a campanha eleitoral, de todos os programas não cumpridos, de todos os investimentos que avançavam mas não avançam, da inexistência de política de saúde, dos impostos que aumentaram apesar das juras em contrário, como é que José Sócrates diz a todos os cidadãos, mais uma vez, que não haverá mais medidas de austeridade? Como é que ele tem a audácia de afirmar isso?


 


Pode haver motivos e justificações para tudo, mas para a total desfaçatez perante o defraude contínuo de todos quantos tentam perceber o que se esá a passar, que vêm a sua desilusão e apreensão crescerem, para isso não há perdão. José Sócrates e Teixeira dos Santos, desbaratam o capital de confiança que, apesar de tudo, se lhes foi dando.


 


É compreensível a crise mas não a mistificação. Nem a de Passos Coelho, nos cortes da despesa do estado não concretizáveis, nem a do Primeiro-ministro, na negação do óbvio.


 

01 outubro 2010

Um dia como os outros (70)

 



(...) O primeiro, e talvez principal problema da proposta de orçamento para 2011 é... 2010, mais um abalo na credibilidade de Teixeira dos Santos. Por outras palavras, o barco orçamental afundou nos últimos quatro meses de forma incompreensível, que os dois submarinos, obviamente, não explicam, o que obrigou a uma operação extraordinária, o fundo de pensões da PT. A ver vamos como se vai concretizar para garantir um défice de 7,3%. (...)


 


António Costa (DE)

29 setembro 2010

Século XXI

Aí está ela, a austeridade, os cortes de salários, os congelamentos, os impostos, mais aperto ao consumo, mais desemprego, a recessão.


 


Aí está o falhanço deste governo, desta Europa, deste sistema. Aí está a repetição da receita da crise e dos mercados que pedem mais, cada vez mais.


 


O que vai fazer o PS do seu programa político? O que vai fazer o PSD das suas ameaças contra o OE de 2011?


 


O que vamos nós fazer ao percebermos que, votemos o que votarmos quem decide são os mercados, aqueles em quem ninguém vota mas que são os donos e senhores do mundo?

26 setembro 2010

Quem ali morou


 


Quase no final de Setembro há alguém que procura uma casa para morar. A short story está com as folhas de Outono, junto de gente bem viva, a quem agradeço o desafio.

25 setembro 2010

Blackout informativo


 


As intenções de voto nas presidenciais dão uma vitória esmagadora a Cavaco Silva, que ainda não assumiu ser candidato.


 


O mais interessante é o blackout informativo que existe em relação à candidatura de Fernando Nobre. Até sobre Francisco Lopes há mais notícias.

Bastidores


 


É importante que se perceba como está a execução orçamental de 2010. Teixeira dos Santos tem credibilidade mas ela joga-se agora. Perante o extremar de posições dos líderes dos principais partidos políticos - Passos Coelho para se afirmar perante os críticos do seu próprio partido, contrários ao compromisso com o PS, Sócrates numa fuga em frente para se afirmar perante o eleitorado de esquerda - já percebemos que a actuação do Ministro das Finanças é crucial para o desencadear de uma verdadeira crise, não a encenada.


 


Parece que Bruxelas está optimista. Ainda bem, porque escasseia a esperança.

Um dia como os outros (69)

 



(...) Os dados da execução orçamental até Agosto mostram que é possível alcançar a meta do défice assumida para este ano, garantiu Amadeu Tardio, porta-voz do comissário para os Assuntos Económicos, Olli Rehn. Mas cumprir o objectivo de cortar o défice dos 9,3% do PIB, registados em 2009, para os 7,3% prometidos, vai exigir uma monitorização cuidadosa da evolução da receita e mão-de-ferro na despesa, frisou.


O porta-voz de Olli Rehn lembrou que as medidas adicionais de consolidação que foram decididas em Maio só agora começam a reflectir-se nos dados disponíveis. Contudo, voltou a lembrar que para cumprir a meta do próximo ano são precisas mais medidas: São necessárias medidas adicionais - isto é, além de todas as que já foram anunciadas até agora - para cumprir a meta ambiciosa de 4,6% em 2011. (...)


 


Diário Económico

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...