12 junho 2010

J'attendrai







 





Django Reinhardt & Quintet of The Hot Club of France




J'attendrai le jour et la nuit
J'attendrai toujours ton retour
J'attendrai car l'oiseau qui s'enfuit
vient chercher l'oubli dans son nid
Le temps passait court en battant tristement
dans mon coeur si lourd
Et pourtant j'attendrai ton retour
J'attendrai le jour et la nuit
J'attendrai toujours ton retour
J'attendrai car l'oiseau qui s'enfuit
vient chercher l'oubli dans son nid
Le temps passait court en battant tristement
dans mon coeur si lourd
Et pourtant j'attendrai ton retour
Le vent m'apporte de bruits lointains
Guettant ma porte j'écoute en vain
Hélas, plus rien plus rien ne vient
J'attendrai le jour et la nuit
J'attendrai toujours ton retour
J'attendrai car l'oiseau qui s'enfuit
vient chercher l'oubli dans son nid
Le temps passait court en battant tristement
dans mon coeur si lourd
Et pourtant j'attendrai ton retour
Et pourtant j'attendrai ton retour
Le temps passait court en battant tristement
dans mon coeur si lourd
Et pourtant j'attendrai ton retour

À deriva (1)

 


Sem qualquer explicação, prévia ou adicional, da ARSLVT ou do Ministério da Saúde, tivemos todos conhecimento da decisão do encerramento das urgências pediátricas nos Hospitais Distritais de Setúbal (HDS) e do Barreiro (HDB), no período nocturno entre 15 de Junho e 15 de Setembro.


 


Sou totalmente favorável à racionalização dos escassos recursos existentes na saúde, nomeadamente em recursos humanos. Se não há número suficiente de Pediatras e de Neonatalogistas que assegurem uma assistência de qualidade nesses hospitais e/ou se o número de casos não justifica a existência de equipas de urgência nesses hospitais, parece-me até muito bem que sejam concentradas as urgências num único hospital, neste caso o Hospital Garcia de Orta (HGO), desde que os médicos que trabalham nos HDS e HDB cumpram as suas horas em serviço de urgência no HGO, reforçando as equipas que aí trabalham. Noutros países, como França, as urgências gerais na cidade de Paris estão concentradas, formando-se equipas com os profissionais de todos os hospitais. É óbvio que, para que isto seja viável, têm que ser acautelados os transportes em ambulâncias devidamente equipadas, não só em meios técnicos como humanos.


 


Mas alguém percebeu de facto o que se está a passar? Esta é uma medida que serve apenas para o período de Verão ou será permanente? O número de casos é diminuto só em época de Verão? Há número suficiente de profissionais nos restantes meses do ano? Estas medidas inserem-se nalgum plano geral ou são conjunturais e pontuais? Será que a ARSLVT e o Ministério da Saúde não consideram esta alteração na organização dos serviços prestados à população suficientemente importante para virem esclarecer e acalmar as populações?


 


E esta medida serve apenas para as urgências pediátricas da margem sul? E as da margem norte? E para os serviços de urgência de adultos, não se justificariam medidas semelhantes?


 


Afinal, que orientações políticas existem no Ministério da Saúde? Só a pandemia de gripe A justificava comunicados contínuos e permanentes conferências de imprensa?

Os próximos episódios

 


Ainda não chegou ao fim, nem nunca chegará, a história do negócio da PT/TVI. Mas o objectivo que Pacheco Pereira tanto perseguiu foi atingido, ou seja, a certeza de que têm que ser divulgadas as escutas para que se faça luz sobre o assunto.


 


Tudo é lamentável, desde a forma como tudo começou, até à permanência de uma personagem como Ricardo Rodrigues em representação do PS, as ameaças de Pacheco Pereira e as certezas antecipadas de João Semedo.


 


Ninguém sai prestigiado deste episódio, mas quem mais danificado ficou foi o próprio Parlamento.


 

11 junho 2010

Situação insustentável


Cavaco Silva, pelo contrário, fez uma intervenção que, para quem tivesse recuperado de um coma de 25 anos, pensaria que o Presidente que nunca tinha assumido responsabilidades políticas no país, nomeadamente a chefia de governos apoiados por duas maiorias absolutas consecutivas.


 


Cavaco Silva fez, mais uma vez, o discurso das glórias passadas dos valorosos portugueses, aproveitando, também mais uma vez, para criticar o governo, falando da situação insustentável a que chegámos, da justiça na distribuição dos sacrifícios, da retórica da desgraça a que não estamos condenados, a não ser que sejamos coesos e não baixemos os braços. Foi um discurso lúgubre, paupérrimo, ultrapassado, sem rasgo nem entusiasmo.

Veteranos


 


Não acompanho as críticas feitas a António Barreto pelo discurso que proferiu nas cerimónias de ontem. Pelo contrário, penso que foi um discurso corajoso e justo e que há muito já deveria ter sido feito.


 


As Forças Armadas e os seus militares estão subordinados ao poder político. É a este que se devem pedir responsabilidades pelo envolvimento das Forças Armadas nos vários teatros de guerra. Os regimes e as motivações são diferentes mas o dever dos militares é sempre o mesmo. A eles o povo deve respeito e reconhecimento pela sua função, pela sua dedicação, pelo sacrifício da própria vida.


 


Os comportamentos desviantes e os crimes de guerra deverão ser como tal olhados e resolvidos. Não se podem julgar os militares pelos crimes que alguns cometeram. Mas não é disso que trata a homenagem que todos nós, como colectivo, devemos aos veteranos. É mais uma ferida que deve ser curada, distinguindo o patriotismo de ideologia, a determinação de fanatismo, o cumprimento de um dever de obediência acéfala.


 


Sou familiar de militar e talvez por isso este assunto me toque mais profundamente. Mas a memória mais antiga que tenho do 10 de Junho é a cerimónia de entrega de medalhas e condecorações aos militares, muitos a título póstumo. Não me esquecerei nunca dos pais, das mulheres, dos filhos, das lágrimas deles e das que via em casa, da sensação de que, amanhã, a dor poderia estar mais perto. Estes militares serviram o país, não um qualquer regime político. Assim como o fazem agora na Bósnia, em Timor ou noutro qualquer local para o qual sejam chamados. Foram também os militares que, mais uma vez arriscando tudo, devolveram ao povo a soberania.


 


Nota 1: Ler Os ex-combatentes, por Daniel Oliveira, no Arrastão.


Nota 2: Ler 10 de Junho; Portugal e os Militares, por Alexander Ellis, via Mainstreet.


 

10 junho 2010

Um dia como os outros (59)





Depois de "o Estado sou eu", JPP acrescenta: "a Lei sou eu", "a democracia sou eu". E por aí adiante.

Eu não existo sem você

 










Tom Jobim & Vinicius de Morais


cantam Leila Pinheiro & Rui Veloso


 


Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos me encaminham prá você


 


Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim, eu não existo sem você

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...