Continua a barragem dos media contra o governo e Sócrates. Ontem Santana Lopes, na SIC notícias, disse, tal como Pacheco Pereira vem dizendo há anos, que mais ninguém aguenta Sócrates. Há pouco, no noticiário das 14h00, o autor da peça jornalística, após ter perguntado várias vezes a Sócrates e a Teixeira dos Santos quando começava a ter efeito a nova taxa de retenção na fonte do IRS, concluiu que os portugueses continuavam confusos e sem saber quando começava a subida de IRS. No entanto Sócrates e Teixeira dos Santos reafirmaram que só teria efeito a partir dos ordenados de Junho. A confusão não será dos portugueses mas de quem redigiu a notícia.
Apesar das eleições de Outubro o desmentirem, das últimas sondagens de opinião manterem o PS à frente nas intenções de voto, todos os comentadores, economistas, politólogos e semelhantes, na total e asfixiante censura existente e que faz perigar a liberdade de expressão, continuam a ladaínha do costume. Qual a credibilidade que Santana Lopes tem? Sugerir um governo de gestores - Belmiro de Azevedo, António Carrapatoso, António Mexia? Quem os elegeu? Afinal parece que a suspensão da democracia sempre serviria os propósitos de algumas pessoas.
Ninguém comentou a reforma financeira que Obama conseguiu que fosse aprovada pelo Senado - notícia, obviamente sem qualquer interesse.
Entretanto Mota Amaral, por esse mundo blogosférico, já foi comprado por Sócrates. E no elevador do DN (pág. 13), está a descer. É a noção que aqueles que se dizem defensores dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos têm do que é um estado de direito.