18 fevereiro 2010

Dos oligoquetas*

 



 


Acabo de ver o Carlos Santos na SIC dizer candidamente que, após as eleições, releu os mails (foram centenas deles) que foram trocados entre os participantes do SIMplex e apercebeu.se, oh surpresa, oh ignomínia, que havia documentos de assessores do governo.


 


É desta fibra que se fazem as opiniões de muito do jornalismo de hoje, que ocupa as notícias televisivas.


 


Aqui está a resposta de João Galamba.


 


Nota: Ler A. Teixeira - Sobre a nossa tolerância à mentira.


 


*Oligoqueta


 

17 fevereiro 2010

Um dia como os outros (34)

 


(...) Serei candidato independente, apartidário e em nome da cidadania, a Presidente da República, nas próximas eleições de 2011. (...)





(...) Sou e serei sempre um ser livre. Rejo-me e reger-me-ei sempre por valores em que acredito e não por qualquer outro tipo de ambição. E neste momento acredito poder vir a ser mais útil num outro contexto. (...)





(...) E quero que saibam que a minha motivação é exclusivamente uma: acreditar que posso fazer a diferença, não me acomodando nunca. (...)


 

Dos métodos totalitários de propaganda

 



 


Saiu hoje um artigo no Correio da Manhã, assinado por Eduardo Dâmaso, Tânia Laranjo e Manuela Teixeira, que acusa um blogue de que fiz parte, o SIMplex, de ser alimentado com meios públicos, usados a partir do governo. Mais à frente é afirmado que assessores do primeiro-ministro, secretários de estado e chefes de gabinete de alguns ministros usaram o seu tempo, pago pelo erário público, meios informáticos e informação privilegiada para produzir propaganda.


 


Ficamos pois a saber que os elementos do governo estão proibidos de fazer campanha eleitoral, mesmo em plena campanha. Ficamos pois a saber que o erário público paga os custos da democracia, financiando a propaganda política dos partidos políticos mas que o PS, por estar no governo, não pode fazê-la. Ficamos a saber que ninguém pode usar o computador do serviço para enviar emails, usar as ferramentas do Office para escrever documentos políticos, mesmo que a sua função seja política. A política, quando é exercida pelo PS que está no governo não deve existir.


 


Ficamos também a saber que nenhum de nós pode usar conhecimento e informação adquirida na sua área de especialização e trabalho para escrever opinião, se for opinião a favor do PS ou do governo do PS. Porque os opositores ao governo, os elementos das oposições partidárias, do PSD, do CDS, do PCP, do BE, podem usar informação do governo, dos deputados, dos seus assessores, dos institutos de apoio, dos independentes, etc., para produzirem documentos sustentando as suas opiniões.


 


Ficamos também a saber que a acusação de divulgar informação privilegiada não necessita de provas, mesmo sendo de uma enorme gravidade.


 


Impõe-se um esclarecimento da minha parte. Fui convidada a participar no SIMplex, o que muito me honrou e de que não estou minimamente arrependida. Sou médica hospitalar, tenho um blogue pessoal desde 2005 onde escrevo sobre vários assuntos, nomeadamente de saúde, em que uso a minha experiência profissional para reflectir sobre a política de saúde, uso a minha experiência pessoal para escrever sobre outros assuntos, uso o que penso, o que os outros pensam, o que outros escrevem e escreveram para fundamentar as minhas opiniões. Ninguém me pagou nem prometeu nada pela participação no SIMplex.


 


Após as eleições fui convidada pelo Carlos Santos, também colaborador do SIMplex, a participar no blogue A Regra do Jogo, convite que aceitei. No entanto não tardei a perceber que a ética de quem me convidou não era coincidente com a minha, pelo que, a 24 de Janeiro, cessei a participação nesse blogue. Talvez não por acaso, desde essa data até hoje, já cessaram a sua colaboração com o mesmo blogue mais doze participantes.


 


Sou uma pessoa livre e é livremente que me exprimo. Repugnam-me estes métodos absolutamente inqualificáveis de insinuações mentirosas e calúnias sobre tudo e todos que apoiam o PS e o seu governo. Não é assim que me intimidam.


 


Se é esta a forma que usam para escrever artigos de jornalismo de investigação sobre a conspiração governativa para controlar a comunicação social, então cada vez acredito mais que a conspiração existe, mas para forçar a demissão do primeiro-ministro por meios ilícitos, subvertendo a democracia.


 


A todos os que, como eu, participaram no blogue SIMplex, a minha solidariedade.


 


Nota: Ler também Eduardo Pitta, Rogério da Costa Pereira, André Couto, Pedro Adão e Silva, Porfírio Silva, Tomás Vasques (1), Tomás Vasques (2), Luís Novaes Tito, Miguel Abrantes, José Reis Santos, Palmira F. Silva, Tiago Barbosa Ribeiro, Francisco Clamote e Ana Paula Fitas.


 


Adenda: Afinal parece que o Carlos Santos nunca esteve no SIMplex. Não consta da lista de colaboradores nem há lá nenhum post dele. Devemos todos ter sofrido de alucinações. Há quem acalente estes tiques de retocar o passado.


 

15 fevereiro 2010

Manifesto

 



 


Pela democracia e pelo respeito da vontade popular, nós tomamos partido.


 

Concerto para violino em Lá menor - Andante

 



Johann Sebastian Bach


David Oistrakh


 

Controlo informativo

 



Alexander Ovchinnikov 


 


O controlo estatal da comunicação social é um perigo e uma subversão da democracia, porque coloca em causa a pluralidade da informação e da opinião, ao serviço do poder, levando à manipulação de quem o detém.


 


E o controlo da comunicação social pelos grandes grupos económicos? Não terá perigos também? Quem nos assegura a isenção, a liberdade e a independência editorial dos media, nessas circunstâncias?


 

Legitimidade democrática

 


Acabei de ouvir Octávio Teixeira a dizer, na SIC Notícias, que Marcelo Rebelo de Sousa e toda a comunicação social chamam mentiroso ao Primeiro-ministro, significando que Sócrates perdeu toda a credibilidade e a legitimidade democrática.


 


É interessante esta visão de perda da legitimidade democrática pelo facto da comunicação social chamar mentiroso ao Primeiro-ministro. E é exactamente isso que está a acontecer: as regras da democracia e a Constituição estão a ser substituídas pelas regras da manipulação da opinião pública.


 


Penso que o Eduardo Pitta tem razão. Após a aprovação do OE 2010 (e a elaboração do PEC), o governo deverá apresentar uma moção de confiança à Assembleia da República.


 


Cavaco Silva não vai dissolver a Assembleia da República. Primeiro porque o PSD ainda não tem um líder com condições para vencer umas eleições legislativas antecipadas, arriscando-se a ficar com uma composição parlamentar idêntica à que há hoje, segundo porque colocará em perigo a sua eventual hipótese de ganhar as eleições presidenciais, caso se candidate. Só assim se entende o seu silêncio, quando fez uma comunicação ao país a propósito do Estatuto dos Açores e outra a propósito de Fernando Lima.


 


Outro silêncio que se regista é o do candidato à presidência Manuel Alegre. Que pensa ele de tudo o que se tem passado?

 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...