(..) União Europeia, Rússia, Itália, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Áustria., Noruega e Estados Unidos reagiram já à violência no Irão. (...)
É muito dura, a luta pela liberdade.
(Também aqui)
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
(..) União Europeia, Rússia, Itália, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Áustria., Noruega e Estados Unidos reagiram já à violência no Irão. (...)
É muito dura, a luta pela liberdade.
(Também aqui)
Defino-me como agnóstica, avessa aos fundamentalismos religiosos, diferente dos que procuram explicação exterior para as idiossincrasias do corpo e da mente, a orgânica dos átomos de carbono, a vida e biologia celular, a robótica biológica que somos.
Como me disseram ontem, tenho dias. Dias em que me esqueço daquilo que nos forma e nos enforma e me aconchego, mesmo sem me aperceber, nos etéreos conceitos do bem e do mal, do corpo e da alma, no conforto de não ser responsável por tudo o que faço, digo, escolho.
Tenho dias.
A propósito da área da saúde hoje saiu uma notícia exactamente igual em vários jornais online (Público, DE, DN, Sol) com o mesmo texto e mais ou menos o mesmo título, que nos dá conta da preocupação da Ministra Ana Jorge com a saída de médicos do serviço público para o privado.
Nenhum dos jornais se debruça sobre a notícia em si. Quantos médicos saíram para o sector privado? Saíram porque se reformaram ou antes de se reformarem? Saíram de todo ou mantiveram algum tipo de vínculo (licenças sem vencimento, por exemplo)? Saíram a tempo inteiro ou mantêm-se a trabalhar em part-time no Estado?
Porque é que saíram? Porque ganham mal, porque não aguentam as condições de trabalho, nomeadamente nas urgências, porque tiveram que escolher entre os dois sectores para não incorrerem em ilegalidades?
O que pretende o governo fazer para os motivar os médicos a permanecerem no SNS? Pagar-lhes dignamente exigindo que cumpram os horários e os compromissos? Apostar na formação, na diferenciação positiva de quem faz mais e melhor, de quem se dedica à actividade assistencial e científica? Implementar sistemas de incentivos? Acabar com a mistura e a promiscuidade entre sector público e privado?
Não percebo esta multiplicação da mesma notícia sem qualquer outro trabalho adicional. É só preguiça dos jornalistas?
(Também aqui)
Os programas eSIGIC e eAgenda são duas excelentes notícias para os doentes e para a gestão dos serviços de saúde. Ganha-se em transparência, conhecimento rigoroso da verdadeira dimensão das listas de espera e do tempo médio de resposta a essas situações, e facilita-se a marcação atempada das consultas, reduzindo as filas nos Centros de Saúde e nas USF, com uma enorme melhoria de qualidade para quem está doente, permitindo também agendamentos mais consentâneos com as realidades.
É verdade que a internet está disponível a menos de metade das casas portuguesas, o que limita o uso destes serviços. O objectivo terá que ser a cobertura total do acesso à internet para que a implementação seja rápida e fácil. Todos teremos a ganhar.
(Também aqui)
Jethro Tull
Once in Royal David’s City stood a lowly cattle shed,
where a mother laid her baby.
You’d do well to remember the things He later said.
When you’re stuffing yourselves at the Christmas parties,
you’ll laugh when I tell you to take a running jump.
You’re missing the point I’m sure does not need making;
that Christmas spirit is not what you drink.
So how can you laugh when your own mother’s hungry
and how can you smile when the reasons for smiling are wrong?
And if I messed up your thoughtless pleasures,
remember, if you wish, this is just a Christmas song.
Hey, Santa: pass us that bottle, will you?
Amy Casey: rigging
Se nos deslocarmos no espaço e no tempo podemos observar os mesmos jogos políticos, com protagonistas que mudam de lugar e de discurso consoante lhes está acessível o poder ou o anti-poder.
Não mudaram as vozes, as gravatas, a seriedade em frente às câmaras televisivas, as actuações medíocres ou fantásticas, os gritos, os sorrisos, os dentes de lobo e o ronronar dos gatos.
Por isso todos nós queremos Barak Obama como Presidente e Primeiro-ministro do mundo. Pelo menos há uma sugestão de novidade, de convicção, de realização de anseios e esperanças.
Perante a omnipresença dos discursos da crise, da ingovernabilidade, da coligação negativa, da oposição esvaziada e ocupada pelo Presidente da República, pelos despropositados ataques políticos à Presidência com a bênção de um chefe de governo que parece ter optado pela previsibilidade do confronto institucional, já ninguém liga qualquer importância aos diversos casos criados.
Lá vamos vivendo a vida, uns cada vez melhor, muitos cada vez pior, desligados dos apóstolos das desgraças e dos eternos sofredores que elegemos para nos governarem. A banalização da desgraça leva à descrença total em quem a anuncia assim como a banalização das queixas as reduz a um colectivo e gigantesco encolher de ombros.
(Também aqui)
Edith Dora Rey: Winter Trees
Ontem viu-o trazer a pistola do pai. Não lhe disse nem lha mostrou. Percebeu pelo silêncio com que a tirou do bolso do casaco, um peso maior que o mundo todo, e a colocou no cimo do roupeiro, bem longe de outros olhos.
A completa noção da irremediável finitude, da compreensão da decadência e da dependência, da terrível solidão e tristeza, da casa fria, enorme, túmulo do resto de uma vida decepada pela dor da ausência, fê-lo evitar um previsível gesto de rebeldia e afronta ao destino.
Sentou-se ao computador e abriu o martelar das teclas, olhos parados perante o jogo repetitivo e hipnótico.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...