22 novembro 2009

Escutem-me bem

 



 


PCP quer manter escutas para "processos futuros”


 


E que tal organizar uns dossiers sobre cada um dos intervenientes? Catalogar os indivíduos, as circunstâncias, as escutas, os amigos, os contactos. Angariar fundos para o projecto escutar, em que são necessários meios humanos e materiais, secretos e electrónicos, respectivamente, para poder sempre saber as perfídias que cada um planeia ou executou.


 


São as mais amplas liberdades de Abril.


 


(Também aqui)


 

Um dia como os outros (11)

 


(...) os membros do Senado dos Estados Unidos votaram para levar a proposta de reforma do sistema de saúde norte-americano a debate no plenário da câmara alta do Congresso. (...)


 


(Também aqui)


 

Conquistas precárias













 



escultura de Anna Jalilov


 


Ainda não há muito tempo a luta das mulheres pelos seus plenos direitos como pessoas humanas, passando pela dignidade de ser independente economicamente, de poder escolher uma profissão e exercê-la, de poder escolher ter ou não filhos, de ter contas bancárias, de poder viajar, de decidir cortar o cabelo ou ir tomar café com outras pessoas que não os maridos/namorados/familiares, era um factor indiscutível de modernidade e de desenvolvimento social. O ser reconhecida por si própria, o mérito e competência como profissional de qualquer tipo, a capacidade de liderança, a oportunidade de chegar aos lugares cimeiros das organizações pelo seu próprio empenho, foram objectivos de várias gerações de homens e mulheres.


 


Hoje em dia, apesar da lei da paridade, das quotas e da liberalização de costumes, assiste-se a um quase retrocesso naquilo que pensávamos ser um dado adquirido. As ideologias moralizadoras, os julgamentos de carácter, o escrutínio da vida privada, com especial incidência nos que têm maior visibilidade, aumenta o desrespeito pela integridade pessoal e pelo pensamento livre, assumindo novas formas de discriminação, travestido de transparência de procedimentos e de exclusão de interesses inconfessáveis, emocionais na melhor das hipóteses, obscuros e criminosos na pior.


 


Não há conquistas seguras, mesmo quando pensamos que ultrapassámos o cabo das tormentas. Tal como a democracia e a liberdade, que declarações de tantos excelsos defensores fazem perigar todos os dias, tal como a justiça, que tantos moralistas incorruptos gostariam que não funcionasse, o reconhecimento do outro como ser único, autónomo e merecedor de respeito é uma realidade que se pode esfumar rapidamente, na pira dos mais altos valores de falsa moralidade e de discutível interesse público.


 


(Também aqui)


 


 

Hay que ser

 



poema de Ryszard Krynicki


tradução de Abel Murcia


 


Hay que ser libre

para aprender

de los propios errores.


 

21 novembro 2009

Si te contara

 



Ibrahim Ferrer


 


 


Si tu supieras mi sufrimiento, si te contara la

inmensa amargura que llevo tan dentro la triste

historia que noche tras noche de dolor y pena

llena mi alma, surge en mi memoria como una

condena.


 


Si lo supieras, te importaría si te dijera

que en mi ya no queda ni luz ni alegría que

tu recuerdo es el daño más fuerte

que me hago yo mismo por vivir soñando con

que tu regreses, arrepentida.


 


Si lo supieras, te importaría si te dijera

que en mi ya no queda ni luz ni alegría que

tu recuerdo es el daño más fuerte

que me hago yo mismo por vivir soñando con

que tu regreses, arrepentida.

 

Mudar

 


Medina Carreira acaba de dizer no Plano Inclinado que temos que ter mais agricultura, mais pescas e mais indústria. Mas não disse como nem que tipo de agricultura, pescas e indústria se deveriam desenvolver. E desdenhou a qualidade do sector vinícola, exemplo que João Duque deu em relação ao tipo de agricultura que Portugal deveria preservar.


 


Daqui a 3 anos, segundo Medina Carreira, deixam de nos emprestar dinheiro para comprar batatas. A solução é mudar de Constituição, políticos e políticas.


 


Mário Crespo junta a sua moderação/comentário que em mil novecentos e oitenta e tal tínhamos trocado agricultura por dinheiro puro.


 


É triste e penoso ouvir Medina Carreira neste registo, tão ao gosto da excelência de conteúdos. De facto, é urgente mudar.


 


(Também aqui)


 

Um dia como os outros (10)

 


(...) não existem elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal contra o primeiro-ministro ou contra qualquer outro das pessoas mencionados nas certidões, pela prática de crime de atentado contra o Estado de Direito, que vinha referido nas mesmas certidões (...)


 


E no entanto, José Sócrates continuará nas bocas do mundo. Continuam as várias opiniões contraditórias sobre a legalidade das escutas, sobre os indícios de crime, e a defesa de que as escutas deveriam ser tornadas públicas. O processo Face Oculta é o que menos importa.


 


(Também aqui)


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...