Esta legislatura será um tempo de grande agitação política transformando-se obrigatoriamente num tempo de debates, de convicções, de discussões.
Politicamente vamos ter um governo minoritário. Quais serão a hipóteses de Sócrates e os seus ministros poderem continuar e retomar sentidos reformistas sem uma maioria parlamentar?
Quais serão as apostas das oposições de esquerda, que começam já a marcar a agenda política, levando a votos as promessas que fizeram em tempos de campanha? Quais serão as escolhas das oposições de direita, que comungaram pragmaticamente com a esquerda no confronto da legislatura anterior?
Que ministros serão suficientemente corajosos para avançar com o programa do governo, resistindo às inevitáveis pressões corporativas? Que ministros serão suficientemente hábeis para negociar aquilo que parece inegociável?
Será que voltaremos a ter política de saúde para além da gestão da gripe, política de educação, para além da avaliação dos docentes, política de justiça para além do problema da aplicação informática?
O governo tem vários trabalhos pela frente, tal como o Parlamento. O Presidente da República, que deveria estar fortalecido e ser um garante da estabilidade política transformou-se num problema para o governo, para a oposição, e para os partidos políticos. Quem serão os próximos candidatos à Presidência?
Teremos mesmo muito em que pensar.