17 outubro 2009

Da próxima legislatura

 


Esta legislatura será um tempo de grande agitação política transformando-se obrigatoriamente num tempo de debates, de convicções, de discussões.


 


 


Politicamente vamos ter um governo minoritário. Quais serão a hipóteses de Sócrates e os seus ministros poderem continuar e retomar sentidos reformistas sem uma maioria parlamentar?


 


Quais serão as apostas das oposições de esquerda, que começam já a marcar a agenda política, levando a votos as promessas que fizeram em tempos de campanha? Quais serão as escolhas das oposições de direita, que comungaram pragmaticamente com a esquerda no confronto da legislatura anterior?


 


Que ministros serão suficientemente corajosos para avançar com o programa do governo, resistindo às inevitáveis pressões corporativas? Que ministros serão suficientemente hábeis para negociar aquilo que parece inegociável?


 


Será que voltaremos a ter política de saúde para além da gestão da gripe, política de educação, para além da avaliação dos docentes, política de justiça para além do problema da aplicação informática?


 


O governo tem vários trabalhos pela frente, tal como o Parlamento. O Presidente da República, que deveria estar fortalecido e ser um garante da estabilidade política transformou-se num problema para o governo, para a oposição, e para os partidos políticos. Quem serão os próximos candidatos à Presidência?


 


Teremos mesmo muito em que pensar.


 

A regra do jogo

 


 


 


 


 "Ce qui est terrible dans cette terre, c'est que tout le monde à ses raisons".


 

Take the Lead

 



Take the Lead (2006)


 

15 outubro 2009

Da espera

 


Sócrates está pronto a formar governo. Vai começar a dança das fontes e dos nomes ministeriáveis.


 


A esquerda terá que se unir com a direita para derrubar este governo. Espera-se a cobrança das promessas eleitorais aos partidos da oposição.


 


Começaram as presidenciais.


 

Qualquer coisa

 



pintura de Mario Zampedroni


swamp


 


1.

Fazer sentido sem tempo para arrumar peças

não fazem sentido as mãos os dedos a memória.

Estendo em traves mestras as traves que quebram

em esquinas agudas estacas caídas

estendo partículas intensamente baças.

Não fazem sentido sem o baile furioso da inércia.


 


2.

Aceitamos qualquer preço

qualquer coisa pouca

qualquer senha qualquer uso

aceitamos qualquer ser

que seja

nada.


 

Com que voz

 



canta Amália Rodrigues

Luís de Camões; Alain Oulman


 


 


Com que voz chorarei meu triste fado,

Que em tão dura paixão me sepultou.

Que mor não seja a dor que me deixou

O tempo, de meu bem desenganado.


 


Mas chorar não estima neste estado

Aonde suspirar nunca aproveitou.

Triste quero viver, poi se mudou

Em tisteza a alegria do passado.


 


Assim a vida passo descontente,

Ao som nesta prisão do grilhão duro

Que lastima ao pé que a sofre e sente.


 


De tanto mal, a causa é amor puro,

Devido a quem de mim tenho ausente,

Por quem a vida e bens dele aventuro.


 

14 outubro 2009

Das fontes noticiosas

 


Na última segunda feira ouvi Henrique Monteiro tentar justificar o facto de não ter agarrado a notícia sobre o famoso email, que lhe teria chegado de uma fonte política.


 


Ficámos também a saber que Henrique Monteiro só faz a vontade às fontes quando a interferência política é de um lado.


 


Ficámos ainda a saber que Henrique Monteiro tem uma graduação de mérito profissional baseado na superioridade política e intelectual do Expresso.


 


Quanto mais se fala mais se percebe a teia de interesses que são servidos e que se servem dos jornalistas. Dos tais superiores, que até escolhem os momentos de publicação das notícias.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...