19 setembro 2009

Melhor com os dois olhos

 



 


A agitação política, eleitoral e laboral têm-me arredado de responder à Donagata, que tão amavelmente resolveu galardoar-me com o prémio Vale a pena ficar de olho nesse blog!


 


Ora muito agradeço a consideração, embora preferisse que fitassem o blogue com os dois olhos, pois é sempre melhor ver claramente visto, e a visão binocular ajuda a dar alguma noção de profundidade.


 


Incumbe-me agora a Donagata de premiar mais uns tantos blogues e eu, que sou cumpridora, assim o faço com todo o gosto.


 


Fiquem portanto de olho nestes blogues, que vale mesmo a pena.


 


ARdoTEmpo


correio preto


fado positivo


Garfadas on line


Herdeiro de Aécio


Léxico Familiar


Mainstreet


MÁTRIA MINHA


respirar o mesmo ar


Senhor Palomar


 


É só continuar.


 

Privado vs público

 


A vida privada dos políticos, a forma como se vestem, os filmes que vêem, as comoções que os comovem são matéria totalmente acessória, anedótica, frívola, que fica bem nas revistas cor-de-rosa ou em pequenos apontamentos humorísticos de pé de página.


 


A confusão entre o público e o privado, o julgamento da capacidade e competência dos políticos, a que se convencionou chamar figuras públicas para justificar a intrusão mais indecente numa informação a que temos direito, é a marca da mediatização e da ditadura da imagem.


 


São disso exemplos a forma como foram comentadas os programas a que os líderes partidários se sujeitaram Como nunca o viu, com excepção de Manuela Ferreira Leite, honra lhe seja feita, a importância e relevância da prestação dos mesmos líderes nos programas do Gato Fedorento, que quase suplantam e importância os debates eleitorais a que assistimos nas televisões, assim como as notícias das aplicações financeiras de Francisco Loução e outros militantes do BE.


 


Embora perceba que há declarações que abram a porta a este tipo de escrutínio, não me parece lícito nem relevante que os líderes partidários tenham que ver as suas vidas privadas expostas. Para isso eles próprios têm que a respeitar e não cederem à tentação de serem simpáticos, apelativos ou intelectuais. Todos sabemos que a política é um espectáculo, mas não precisa de ser um mau espectáculo.

 


Nota: Também aqui.


 

Decência democrática

 


A uma semana das eleições os dois maiores partidos mantém as hipóteses de as vencer. As últimas sondagens têm resultados algo díspares mas, no essencial, mostram o PS ligeiramente à frente do PSD e o BE como terceira força política.


 


A uma semana das eleições nota-se, no entanto, o desespero de quem não conseguiu aproveitar a onda dos resultados das europeias. A campanha a que assistimos, em que  todos os partidos se uniram com o objectivo de derrotar o PS e José Sócrates, tem penalizado predominantemente o PSD. Manuela Ferreira Leite e os seus conselheiros parecem não entender que as suspeições e as insinuações fazem pior à democracia e à credibilidade de quem as alimenta do que os melhores currículos académicos, as mais rígidas e austeras posturas, os maiores protestos de verdade e de rigor.


 


À falta de argumentos, de ideias e de alternativas, à falta de uma evidência clara de má governação, o PSD caiu no descrédito de que acusa o PS. As comparações deste governo com os governos anteriores são claramente desvantajosas para o PSD, a contínua tentativa de instrumentalização dos indicadores económicos e sociais existentes em 2005 e em 2008, desvalorizando a crise mundial que se iniciou em 2008, a vontade expressa de recuar no que se fez durante os últimos 4 anos não é séria e descredibiliza o discurso do PSD.


 


A uma semana das eleições os rumores, os boatos e a fabricação de factos políticos que parecem directamente patrocinados pela Presidência da República, se não mesmo pelo próprio Presidente, mostram até que ponto existe dentro do PSD o sentimento de uma derrota anunciada.


 


Os problemas do país não se compadecem com os truques do PSD, com a falta de isenção do Presidente, nem com os tiques sacerdotais e iluminados do BE, nova bengala da falta de soluções ideológicas e práticas de Manuela Ferreira Leite.


 


A vitória do PS, com todas as suas diferenças e idiossincrasias, com os seus erros e acertos, com todos os críticos e indefectíveis, defensor do pluralismo, da tolerância e da liberdade, aparece quase como um imperativo de decência e de saúde de uma democracia em que alguns actores, enredados nos seus labirintos, cegos para o futuro e para os interesses nacionais, tropeçam nos próprios passos e, afinal, pouco têm a oferecer ao país.


 


Nota: Também aqui.

 

Mistificação antidemocrática

 


É absolutamente inaceitável que Manuela Ferreira Leite lance a suspeição de que teme represálias, para ela ou para os seus companheiros de partido e de campanha, caso o PS ganhe as eleições.


 


É de uma irresponsabilidade e de uma baixeza política que não têm nome.


 


Se é esta a credibilidade que Manuela Ferreira Leite tem, não sabe o que isso é.


 


Este tipo de ameaças são perigosas e revelam o desespero de quem sabe que vai perder as eleições. Quem usa assim a noção de liberdade, como Manuela Ferreira Leite, Aguiar Branco, Pacheco Pereira e Paulo Rangel, não merece a confiança de ninguém.


 


Nota: Também aqui.


 

18 setembro 2009

Conspirações (2)

 



 


O DN trouxe a público mais elementos que, a serem verdade, configuram uma fabricação por parte do Presidente da República, de um facto político com o objectivo de denegrir a imagem do governo e de José Sócrates.


 


Mal posso esperar pelo Público de Domingo. A nota editorial do Público apenas confirma, nas entrelhinhas, a notícia do DN, levantada por Joaquim Vieira, no Domingo passado. Não se negam a existência ou os conteúdos do mail. O envolvimento do SIS por José Manuel Fernandes parece um disparar para todas as direcções, para ver se distrai alguém.


 


O Presidente da República deveria ser o garante do normal funcionamento das instituições democráticas.


 


Adenda: Há várias coisas estranhas em tudo isto. Como se tem acesso a um email? Como se publica um email pessoal, com mome de remetente, etc? Isso não é ilegal? Quem passou o email para os jornalistas do DN? Quais as fontes do DN? Como é possível José Manuel Ferandes ter acabado de afirmar que só em Agosto se assumiram as suspeitas de escutas quando Joaquim Vieira afirma que este assunto se iniciou há 1 ano?


 

17 setembro 2009

Desaperta

 


 


pintura de Teresa Dias Coelho


dor


 


Nem sempre a sombra se aperta

ao largo das pedras dos sinos

nem sempre o laço se solta

nos subúrbios do destino

nem sempre os corpos se moldam

nos meandros dos caminhos

mas sempre a dor desaperta

no gotejar da solidão.

 

One

   


 



 U2


 


 


Is it getting better?

Or do you feel the same?

Will it make it easier on you now?

You got someone to blame

You say

One love

One life

When it's one need

In the night

One love

We get to share it

Leaves you baby if you

Don't care for it


 


Did I disappoint you?

Or leave a bad taste in your mouth?

You act like you never had love

And you want me to go without

Well it's


 


Too late

Tonight

To drag the past out into the light

We're one, but we're not the same

We get to

carry each other

carry each other

One


 


Have you come here for forgiveness?

Have you come to raise the dead?

Have you come here to play Jesus?

To the lepers in your head


 


Did I ask too much?

More than a lot.

You gave me nothing,

Now it's all I got

We're one

But we're not the same

See we

Hurt each other

Then we do it again

You say

Love is a temple

Love a higher law

Love is a temple

Love is a higher law

You ask me to enter

But then you make me crawl

And I can't keep holding on

To what you got

When all you've got is hurt


 


One love

One blood

One life

You got to do what you should

One life

With each other

Sisters and my

Brothers

One life

But we're not the same

We get to

Carry each other

Carry each other


One...

One...


 


Can You hear us coming Lord

Can You hear us call

Feel us knocking

We're knocking at Your door


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...