26 agosto 2009

Debates de Verão (18)

 


 



 


Continua, no Diário Económico, a troca de palavras entre Ana Paula Fitas (em excelente forma), pelo SIMplex:


 


Igualdades





(...) A produção legislativa e a intensidade das campanhas nestas áreas decisivas para a construção de uma cidadania activa alcançaram um impacto social que colocou os portugueses na vanguarda da União Europeia no que respeita à defesa dos valores e à adopção dos princípios democráticos - condição que, em última análise, nos aproxima da capacidade de adaptação à mobilidade e à flexibilidade sociais que caracterizam a sociedade contemporânea. Referimo-nos, em concreto, à luta contra o tráfico de seres humanos, à violência doméstica e à violência de género; à defesa e protecção das vítimas de maus-tratos e à prevenção e assistência de práticas discriminatórias em função da deficiência, da idade, da etnia, da orientação sexual, da religião e do sexo. A igualdade de oportunidades para todos e a valorização da diversidade são os princípios que nos garantem o futuro, razão pela qual neles investiu o Governo socialista, que anuncia a sua continuidade em áreas como a educação, as empresas e o acesso ao mercado de trabalho. Um trabalho indispensável a um Estado que trabalha, acima de tudo, para as pessoas e que apenas o Partido Socialista tem condições para consolidar. 


 


e o João Villalobos, pelo Jamais.


 

25 agosto 2009

Debates de Verão (17)

 


Hoje debato eu, pelo SIMplex:


 


Recursos Humanos - SNS





O compromisso dos profissionais de saúde que asseguram os cuidados de saúde implica o aprofundamento permanente de aptidões e competências, garantindo-se assim cuidados seguros e de qualidade.(...) uma gestão rigorosa das organizações contribuem para a motivação e o aperfeiçoamento contínuo dos profissionais. (...)


(...) O Governo do PS prosseguirá (...) a política de reforço da formação nas ciências da saúde, designadamente através do incremento das vagas para os cursos de medicina, enfermagem e restantes áreas de saúde, e do incremento da formação de especialistas em medicina geral e familiar. (...)


(Programa de Governo do PS - Avançar Portugal, pág. 72 e 73)





O SNS é uma das melhores realizações da era democrática. As mudanças que se têm operado na sociedade e os avanços tecnológicos nesta área em concreto transformam a adequação de meios e a reestruturação da rede de cuidados primários, de urgência, hospitalares e de cuidados continuados numa obrigatoriedade.





Os recursos humanos são a chave do sucesso em qualquer sector. Por muito bem apetrechadas que sejam as estruturas e as instituições, por muito avançados e automatizados que sejam os equipamentos, tem que se investir mais na formação e motivação dos profissionais.





Estes são escassos e estão sobrecarregados. É de todos conhecido o erro continuado na redução de vagas para os cursos de medicina, que perdurou por décadas. Por isso o aumento destas é essencial, sendo também de reequacionar a distribuição e o tipo de selecção dos candidatos.





As elevadíssimas médias necessárias para aceder a uma vaga são uma distorção da realidade, podendo estar a comprometer a formação de muitos hipotéticos excelentes profissionais.





A formação pós graduada e contínua é crucial para a diferenciação e adequação dos profissionais às exigências de qualidade que o Estado deve ter em relação ao serviço que presta. O respeito pelo doente exige respeito pelos profissionais, dando-lhes condições para assegurarem o seu trabalho em dedicação exclusiva, remunerações condignas, regimes de responsabilização e avaliação de desempenho rigorosas e transparentes, o que permitirá ganhos de produtividade e rentabilização dos serviços, com consequente diminuição dos tempos de espera cirúrgicos ou para terapêuticas adicionais. É portanto muito importante que o PS assuma um compromisso com a qualificação, motivação e diferenciação dos profissionais de saúde, investindo nos seus recursos humanos, indispensáveis a um Serviço Nacional de Saúde universal e de qualidade.



 


e o André Abrantes Amaral, pelo Jamais.


 

24 agosto 2009

Prémio "O Seu Blogue é Viciante"

 



 


Agradeço ao DER TERRORIST e ao Vermelho Cor de Alface a nomeação para este viciante prémio.


 


Tal como mandam as regras que me atam ao prémio, devo indicar três compromissos para o futuro:



  1. Continuar a divertir-me com muitos blogues

  2. Continuar a irritar-me com muitos blogues

  3. Continuar a descobrir bons blogues


Aqui chegada só falta mesmo arranjar 10 blogues a quem premiar:



E siga o prémio.


 

Inimputável










 





 


Alberto João Jardim continua a arrastar pela lama a dignidade do lugar para o qual foi eleito, de um político, de uma pessoa com o mínimo de decoro.


 


Quem o vê aos berros em frente a uma multidão ululante, a falar do seu Portugal homofóbico, boçal e intolerante, comezinho e maledicente, cora de vergonha. Pelo que diz, pelo significado do que diz e pela ovação que o acompanha.


 


Alberto João Jardim tem-se comportado como alguém que é inimputável, gozando de uma tolerante bonomia de todos os responsáveis políticos, o que apouca a democracia e diminui a credibilidade dos nossos representantes.


 


A traição é dele. E o Portugal dele não é igual ao meu.


Nota: Também aqui.


 






Nada de novo

 


Esta é a minha posição no espectro político português.


Não posso dizer que seja uma grande novidade, não.


 



 


http://www.bussolaeleitoral.pt/


(a partir d'Os Tempos Que Correm)

Debates de Verão (16)

 


 


Recomeçam os debates de blogues, no Diário Económico: hoje Rui Herbon pelo SIMplex:


  


Cultivos





(...) 1. A cultura é vista como um sector subsídio-dependente e, no entender de alguma direita, parasitário. Ora, o que não falta em nosso redor são sectores que por uma razão ou por outra são sistematicamente apoiados pelo Estado: a agricultura, as pescas, o investimento estrangeiro; e, na presente crise, até a banca. É necessário investir para colher frutos, e se há actividades culturais que não podiam subsistir sem apoio estatal, outras apenas precisam de um estímulo inicial para se autonomizarem. Nesse sentido, não dispondo de dados relativos à economia portuguesa, refiro o caso do Brasil, onde a cultura representa directamente 1% do PIB, e indirectamente 3%. (...)


 


 e Pedro Vargas David, pelo Jamais.


 

22 agosto 2009

(In)Decência
























 


Há muitas razões pelas quais o PS não deve coligar-se com o PCP. As que são devidas ao tipo de sociedade e de regime que o PCP defende, transparente nos apoios às democracias cubana e norte-coreana, às FARC, à retórica que usa em relação àquilo que, desde o 25 de Novembro, são as políticas de direita:


 


(...) "Durante estes quatro anos, a direita andou desorientada, porque o PS era o melhor executante dessa política de direita. Na entrevista dada recentemente, Manuela Ferreira Leite não apresentou propostas. Pois se aquilo é farinha do mesmo saco, que fazem a mesma política, que têm a mesma visão, apenas têm estilos diferentes..." (...)


 


E outras por questões de pura decência:


 


(...) Já nem falamos do antigo arguido no processo da Casa Pia, Paulo Pedroso que, recebido na Assembleia com palmas dos seus correligionários, após ter ganho a sorte grande no segundo recurso para a Relação, vem agora, qual galinho da Índia, dar conselhos ao seu partido. «Se», diz ele, o eleitorado «votar à esquerda», então o PS, o PCP e o BE não poderão «ignorar» tal postura. E se não «votar à esquerda»? Pedroso que, em Almada elege o PCP e a CDU como inimigo principal, não tem estatura suficiente para estas propostas.

Mas o pior são as palavras de Ferro Rodrigues – também procedente do mesmo saco da antigos suspeitos no caso da Casa Pia. «Se o PS vencer as eleições sem maioria absoluta, deve desafiar o PCP e o BE. E no caso dessas negociações não conduzirem a nenhum resultado, deverá voltar-se para o PSD.» (...)


 


A propósito, ler também Tomás Vasques.


 


Nota: Também aqui


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...