24 agosto 2009

Inimputável










 





 


Alberto João Jardim continua a arrastar pela lama a dignidade do lugar para o qual foi eleito, de um político, de uma pessoa com o mínimo de decoro.


 


Quem o vê aos berros em frente a uma multidão ululante, a falar do seu Portugal homofóbico, boçal e intolerante, comezinho e maledicente, cora de vergonha. Pelo que diz, pelo significado do que diz e pela ovação que o acompanha.


 


Alberto João Jardim tem-se comportado como alguém que é inimputável, gozando de uma tolerante bonomia de todos os responsáveis políticos, o que apouca a democracia e diminui a credibilidade dos nossos representantes.


 


A traição é dele. E o Portugal dele não é igual ao meu.


Nota: Também aqui.


 






Nada de novo

 


Esta é a minha posição no espectro político português.


Não posso dizer que seja uma grande novidade, não.


 



 


http://www.bussolaeleitoral.pt/


(a partir d'Os Tempos Que Correm)

Debates de Verão (16)

 


 


Recomeçam os debates de blogues, no Diário Económico: hoje Rui Herbon pelo SIMplex:


  


Cultivos





(...) 1. A cultura é vista como um sector subsídio-dependente e, no entender de alguma direita, parasitário. Ora, o que não falta em nosso redor são sectores que por uma razão ou por outra são sistematicamente apoiados pelo Estado: a agricultura, as pescas, o investimento estrangeiro; e, na presente crise, até a banca. É necessário investir para colher frutos, e se há actividades culturais que não podiam subsistir sem apoio estatal, outras apenas precisam de um estímulo inicial para se autonomizarem. Nesse sentido, não dispondo de dados relativos à economia portuguesa, refiro o caso do Brasil, onde a cultura representa directamente 1% do PIB, e indirectamente 3%. (...)


 


 e Pedro Vargas David, pelo Jamais.


 

22 agosto 2009

(In)Decência
























 


Há muitas razões pelas quais o PS não deve coligar-se com o PCP. As que são devidas ao tipo de sociedade e de regime que o PCP defende, transparente nos apoios às democracias cubana e norte-coreana, às FARC, à retórica que usa em relação àquilo que, desde o 25 de Novembro, são as políticas de direita:


 


(...) "Durante estes quatro anos, a direita andou desorientada, porque o PS era o melhor executante dessa política de direita. Na entrevista dada recentemente, Manuela Ferreira Leite não apresentou propostas. Pois se aquilo é farinha do mesmo saco, que fazem a mesma política, que têm a mesma visão, apenas têm estilos diferentes..." (...)


 


E outras por questões de pura decência:


 


(...) Já nem falamos do antigo arguido no processo da Casa Pia, Paulo Pedroso que, recebido na Assembleia com palmas dos seus correligionários, após ter ganho a sorte grande no segundo recurso para a Relação, vem agora, qual galinho da Índia, dar conselhos ao seu partido. «Se», diz ele, o eleitorado «votar à esquerda», então o PS, o PCP e o BE não poderão «ignorar» tal postura. E se não «votar à esquerda»? Pedroso que, em Almada elege o PCP e a CDU como inimigo principal, não tem estatura suficiente para estas propostas.

Mas o pior são as palavras de Ferro Rodrigues – também procedente do mesmo saco da antigos suspeitos no caso da Casa Pia. «Se o PS vencer as eleições sem maioria absoluta, deve desafiar o PCP e o BE. E no caso dessas negociações não conduzirem a nenhum resultado, deverá voltar-se para o PSD.» (...)


 


A propósito, ler também Tomás Vasques.


 


Nota: Também aqui


 

A estratégia do PSD

 


Vale a pena ler o artigo de de Correia de Campos que saiu hoje, no Diário Económico:


 


Sementes de Insegurança





A entrevista da drª. Manuela Ferreira Leite no passado dia 20 (RTP-1) não foi improvisada. Assentou em três estratégias: do medo, da minimização do Estado e da superficial simplicidade. Ideias simples e aparentemente impressivas. Tremendas e negativas.





Um suposto clima de medo é agitado para fragilizar os espíritos. Pessoas e empresas teriam medo de Sócrates, apoios a empresas seriam discricionários. O défice estaria já nos 7 ou 8%, o desemprego já acima dos 10%, o país estaria em queda, e a pique, com a vitória do PS. Os 0,3% de início de retoma, devidos à retoma nos outros, sem mérito nosso. O apoio ao desemprego seria apenas indirecto, através das PME. A justiça dividida entre esferas pública e privada. Esquecendo que medo e confiança são antagónicos, admite que são privadas as engenharias de financiamento dos partidos. No limite, um barão da droga poderia ser ministro. Aí, qualquer de nós tem medo.





A minimização do Estado resulta na descrença das suas virtudes, na admissão de escutas, no considerar uma farsa a peritagem do Governador do Banco de Portugal ao orçamento inicial de 2005, (o mesmo que chefiou a peritagem encomendada por Barroso, em 2002). A coligação é com a direita, com mais submarinos, com a redução dos impostos financiada com adiantamento de rendas ou com mais Citigroup, com pagamentos na saúde e educação, pelos cidadãos no ponto de consumo, com menor financiamento da segurança social e do Estado, com erosão da base financeira da solidariedade.





A superficial simplicidade de declarar que todo o programa foi divulgado aos poucos, ao longo de um ano, tão denso que ninguém deu por ele. Que as boas ideias foram copiadas por Sócrates, tudo o que aparecer no dia 27 já foi dito e que o conteúdo de uma folha A4 "não ficaria mal" como programa. Bastaria para "travar a queda do país". Assenta no preconceito de que o português é iletrado, não lê programas de partidos, muito menos na praia, não compreende indicadores estatísticos, nem metas quantificadas e calendarizadas. Com nada de concreto se compromete. Permanece a convicção de que a educação política dos portugueses é hoje como há vinte anos. Como se o tempo tivesse parado.





Simples inexperiência, falta de treino, ingenuidade? Nada disso.





Ideias primárias para forjar simplismos. "Populares" para alimentar demagogias. Agressivas para semear ódios. Exactamente o oposto do que o país necessita para se reerguer.


 


António Correia de Campos, Diário Económico online, 22/08/2009


 


 

Into the West














Annie Lennox


The Lord of the rings


 


Lay down

Your sweet and weary head

Night is falling

You’ve come to journey's end

Sleep now

And dream of the ones who came before

They are calling

From across the distant shore



Why do you weep?

What are these tears upon your face?

Soon you will see

All of your fears will pass away

Safe in my arms

You're only sleeping



[Chorus]

What can you see

On the horizon?

Why do the white gulls call?

Across the sea

A pale moon rises

The ships have come to carry you home



And all will turn

To silver glass

A light on the water

All souls pass



Hope fades

Into the world of night

Through shadows falling

Out of memory and time

Don't say: «We have come now to the end»

White shores are calling

You and I will meet again


 

Minimalismos









 



 


Ainda a propósito da entrevista a Manuela Ferreira Leite, vale a pena ouvir também a última entrevista a Medina Carreira.


 


Poderiam fazer ambos um governo, com o mesmo programa escrito numa folha A4, curto, incisivo, exequível. Medina Carreira tem como prioridade nomear uma comissão para estudar em 3 meses o motivo porque não há investimento estrangeiro em Portugal. Também nomearia uma comissão para estudar em 3 meses como acabar com a corrupção.


 


Ambos minimalistas, sintéticos, sem desperdício de recursos públicos. Assim, com um governo orientado pelo Presidente da República, dos únicos políticos que não é corrupto, com os princípios de Manuela Ferreira Leite e os estudos de Medina Carreira o país, seguramente, seria salvo.


 


Nota: Também aqui.


 






Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...