18 junho 2009

Mar azul

 


 



(Cesária Évora & Marisa Monte)


 


 


O... Mar, detá quitinho bô dixam bai

Bô dixam bai spiá nha terra

Bô dixam bai salvá nha Mâe... Oh Mar

Mar azul, subi mansinho

Lua cheia lumiam caminho

Pam ba nha terra di meu

São Vicente pequinino, pam bà braçá nha cretcheu...

Oh... Mar, anô passá tempo corrê

Sol raiá, lua sai

A mi ausente na terra longe... O Mar


 

Da humildade democrática

 


As palavras arrogância e humildade democrática têm voado por muitas bocas, deslizado por muitos dedos, pintado muitas páginas após as eleições europeias.


 


A humildade democrática deveria ser transparente na aceitação dos resultados, nunca na errada ideia de mudar discursos para agradar aos desavindos. A humildade democrática não se demonstra arranjando listas de pecados e erros para que os governantes odiados se penitenciem e se vergastem em público.


 


Quanto à arrogância, talvez não fosse má ideia que os representantes do BE e do PSD se lembrassem que ainda não ganharam as eleições legislativas. É lamentável a insinuação de Manuela Ferreira Leite sobre a irreversibilidade das decisões sobre o TGV, esquecendo-se de tudo o que fez enquanto governante do país.


 


A humildade democrática deveria levar-nos a todos a olhar para os nossos deveres democráticos e a debatermos com seriedade os projectos e as propostas para o país, o resultado das políticas do governo e as alternativas propostas pela oposição. Isso é que é ter respeito pela democracia e pelos eleitores.


 

17 junho 2009

De forma idêntica

 



(pintura de Holly Holmes)


 


De forma idêntica

à das flores

recolhemos ar e sol

que deleitam

e encolhemos de dor

no ruído

que nos liberta.

 

15 junho 2009

Aviso (2)

 


Obrigada a todos pela solidariedade. A decisão de fechar o blogue foi ditada pela minha incapacidade de perceber o que poderia fazer para impedir que alguém se pudesse apropriar do meu nome para insultar outras pessoas. Os objectivos que essa(s) pessoa(s) perseguem são vários, mas não serão atingidos, até porque não é assim que me intimidam.


 


O que me incomoda e me espanta são as poucas armas que temos para lidar com estas situações. A minha ideia era tentar mudar o blogue para outra plataforma e, caso isso fosse mesmo impossível, fechá-lo e, eventualmente, começar outro blogue.


 


Depois de muito pensar e me informar sobre o assunto (santos da casa ainda fazem milagres), percebi que o problema não estava na plataforma blogs.sapo mas sim na wordpress e, se calhar, noutras também. Ou seja, se alguém souber o meu mail, e há um mail público neste blogue, pode fingir que sou eu sempre que quiser comentar num blogue wordpress.


 


Portanto a solução não é mudar de plataforma. E como todos os que me deixaram palavras de carinho, aqui e no mail, eu também penso que a solução passa por esclarecer quem foi incomodado que não fui eu que o incomodei, sem deixar de escrever e actuar sempre e como achar correcto, no blogue, como no resto da minha vida.


 


Há muitas maneiras de pressionar as pessoas, fazer com que se sintam perseguidas e espiolhadas, abanar as suas convicções e as suas (in)certezas. Mas este tipo de mesquinhez e iniquidade, numa coisa com uma tão fraca dimensão como as palavras que se escrevem num blogue, é verdadeiramente pequenino e pobre.


 


Quem me atendeu no suporte do blogue não me soube ajudar nem explicar o que se estava a passar. Não sei se a incapacidade foi dele ou minha, pois estava de cabeça perdida. Sendo assim, e se acaso fui agressiva devido ao meu estado de irritação, aqui peço publicamente desculpa.


 


Para já aqui continuo, a defender o meu (o nosso) quadrado.


 


Adenda: aviso o dono do Bulimunda's Blog que não farei lá nenhum comentário e que os que lá aparecerem com o meu nome não são meus.


 

Aviso (1)

Por muito que me seja impossível de compreender alguém se apossou da minha identidade e tem andado a espalhar comentários por vários blogues. A equipa de suporte até agora não conseguiu fazer nada, a não ser dizer que "é natural"!!!


 


Ao Bulimunda's Blog asseguro que estou a fazer o possível para resolver esta situação, na certeza de que o único comentário que inseri ontem foi para o avisar de que alguém se faz passar por mim.


 


 


Se souberem o que fazer para me ajudar, agradeço.


 


Adenda: acabaram de me dizer, da equipa de suporte, que não se pode fazer nada. Vou, portanto, acabar com o blogue.

14 junho 2009

Piensa en Mi

 



(Luz Casal)


 


Si tienes un hondo penar, piensa en mi

Si tienes ganas de llorar, piensa en mi

Ya ves que venero tu imagen divina

Tu parvula boca, que siendo tan niña

Me enseñó a pecar


 


Piensa en mi cuando sufras,

Cuando llores, también piensa en mi,

Cuando quieras quitarme la vida

No la quiero, para nada

Para nada me sirve sin ti.


 


Piensa en mi cuando sufras

Cuando llores, también piensa en mi,

Cuando quieras quitarme la vida

No la quiero, para nada,

Para nada me sirve sin ti.


 

Movimento pela Igualdade

 


A petição on-line pela igualdade de acesso ao casamento civil por pessoas do mesmo sexo teve, de início, a minha oposição. Não porque não concorde que os homossexuais não devam casar. Acho que as pessoas devem escolher com quem querem estar, independentemente do sexo, e devem escolher o tipo de contrato que querem estabelecer com essa pessoa, formalizá-lo ou não, fazerem festa de chapéu e grinalda, de véu e colarinho, de champanhe ou cerveja a dois, o que lhes apetecer.


 


Mas não me parecia, tal como ainda não me parece, que seja um problema que preocupe pela nossa sociedade e acho que há assuntos muito mais urgentes a resolver, tais como a desigualdade efectiva entre géneros no que diz respeito à remuneração no trabalho, no maior perigo de desemprego para as mulheres, na crescente xenofobia e discursos anti-imigração, na crise dos valores da liberdade de expressão, com a confusão cada vez maior entre o estado e as religiões, enfim, muitas outras preocupações que se devem agendar para uma campanha eleitoral.


 


Mais ainda agora que começamos a campanha para as legislativas, que atravessamos uma enorme crise financeira e social, em que devem ser transparentes as diferenças entre a esquerda e a direita, discutir as funções do estado, o papel da escola pública na sociedade portuguesa, o SNS e a sua sustentabilidade, a segurança social, a política externa, nomeadamente a europeia, como ultrapassar o impasse da morte dos Tratados Constitucional e de Lisboa, para quando e como a reforma administrativa do território, a reforma da lei eleitoral, a reforma do sistema de justiça, o problema da independência e da qualidade da informação, etc., etc., etc.


 


Mas na base de tudo está a liberdade. A liberdade de expressão, a liberdade de amar quem se quer, a liberdade de escolher como viver.


 


Por isso, e por uma questão de princípio, mesmo que pense que as opções da sexualidade e da forma como se vivem é da esfera privada de cada um, assinei a petição on-line e juntei-me ao Movimento pela Igualdade.


 



 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...