As palavras arrogância e humildade democrática têm voado por muitas bocas, deslizado por muitos dedos, pintado muitas páginas após as eleições europeias.
A humildade democrática deveria ser transparente na aceitação dos resultados, nunca na errada ideia de mudar discursos para agradar aos desavindos. A humildade democrática não se demonstra arranjando listas de pecados e erros para que os governantes odiados se penitenciem e se vergastem em público.
Quanto à arrogância, talvez não fosse má ideia que os representantes do BE e do PSD se lembrassem que ainda não ganharam as eleições legislativas. É lamentável a insinuação de Manuela Ferreira Leite sobre a irreversibilidade das decisões sobre o TGV, esquecendo-se de tudo o que fez enquanto governante do país.
A humildade democrática deveria levar-nos a todos a olhar para os nossos deveres democráticos e a debatermos com seriedade os projectos e as propostas para o país, o resultado das políticas do governo e as alternativas propostas pela oposição. Isso é que é ter respeito pela democracia e pelos eleitores.
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