07 junho 2009

Continuemos, pois

 



 


Neste momento já não há quaisquer dúvidas.


 


O PSD é o ganhador da noite, principalmente de Manuela Ferreira Leite e de Paulo Rangel. Escolheram uma estratégia ganhadora, tem 3 a 4% a mais de votantes e mais deputados eleitos (1 ou 2). Rui Rio, António Borges e Pedro Passos Coelho podem ver as suas hipóteses de liderarem o PSD reduzidas após esta vitória do PSD.


 


Por outro lado, tendo sido estas uma primárias das legislativas, o PSD tem sérias hipóteses de ganhar as legislativas, facto que há 2 meses era impensável.


 


O BE é outro dos ganhadores da noite. Poderá ultrapassar o PCP e terá 2 ou 3 deputados eleitos. Beneficiou do grande desgaste do PS e da oposição a Sócrates dentro do PS.


 


O PCP perde politicamente e o CDS aguenta-se.


 


O grande perdedor é o PS. Perdeu as eleições europeias e fica com sérias dificuldades para os próximos 2 actos eleitorais.


 


Em democracia as propostas vão a votos e a governação vai a votos. O povo é soberano. O PS não tem que pedir desculpa pela sua governação nem pelas suas propostas, tem que defender aquilo em que acredita. Desde o início da legislatura o PS tentou reformar em várias frentes e prosseguiu o seu programa que foi sufragado pelos eleitores.


 


Ao contrário do que Paulo Rangel está a dizer, o PS tem um mandato para cumprir até ao fim e haverá eleições legislativas, em Outubro. Até lá o governo tem legitimidade para governar e não para congelar a governação, à espera das legislativas.


 


Paulo Rangel teve uma grande vitória e é natural que capitalize com isso. mas Sócrates tem mais alguns meses para governar. Se estivesse em causa a sua legitimidade, Paulo Rangel deveria ter pedido a sua demissão.


 


Se em Outubro ganhar o PSD, Portugal será governado à direita, apesar de ter mais votos à esquerda.


 


Continuemos, pois.


 

Noite eleitoral

 



 


Pois eu tenciono divertir-me, irritar-me, consternar-me, como se espera desta noite, como em todas as outras noites eleitorais.


 


Já temos os palpites de todos, quadros e gráficos a preceito, argumentos já testados, outros de que nos lembraremos, para justificarmos, analisarmos, dissecarmos os resultados.


 


Já nos abastecemos de petiscos, que esta é sempre uma boa desculpa para nos irmos empanturrando, de alegria ou tristeza.


 


Cada qual com as suas esperanças, amores e ódios de estimação, cá estaremos a torcer por uma noite histórica, importante, estafante, preparando as armas para a próxima refrega.

 

Why don't you do right

 


 



(Peggy Lee)


 


You had plenty money, 1922

You let other women make a fool of you

Why don't you do right, like some other men do?

Get out of here and get me some money too


 


You're sittin' there and wonderin' what it's all about

You ain't got no money, they will put you out

Why don't you do right, like some other men do?

Get out of here and get me some money too


 


If you had prepared twenty years ago

You wouldn't be a-wanderin' from door to door

Why don't you do right, like some other men do?

Get out of here and get me some money too


 


I fell for your jivin' and I took you in

Now all you got to offer me's a drink of gin

Why don't you do right, like some other men do?

Get out of here and get me some money too

 


 


Why don't you do right, like some other men do?

Like some other men do

 

Europeias: afluência às urnas às 12:00 era de 11,8%

 


Europeias: afluência às urnas às 12:00 era de 11,8%


 


É bom que possamos ver as coisas também do outro lado. Do lado daqueles que se disponibilizam para nos convencer das suas razões, para nos dizerem das suas ideias, para se destratarem, para mostrarem que cá estão para nos representarem.


 


Gostemos mais ou menos eles não se abstêm. Ouvem e aturam todas as queixas, todas as acusações, umas mais justas, outras obviamente injustas.


 


A nossa obrigação é fazer com que o seu esforço tenha valido a pena. Que quando assumirem as suas opiniões saibam que estão, legitimamente, a representar o seu país.


 


Porque a legitimidade têm-na sempre, quer as eleições tenham uma afluência de 20 ou de 80%. O seu esforço foi o meritório. O nosso é que não.


 

A Bia da Mouraria

 



António José (letra)


Nóbrega e Sousa (música)


Carminho (voz)


 


 


Lá vai a Bia que arranjou um par jeitoso,


É vendedor como ela ali para o em Formoso.


São dois amores, duas vidas tão singelas,


Enquanto ela vende flores o Chico vende cautelas.


 


Na Mouraria só falam do namorico


A Bia namora o Chico, as conversas são iguais.


Ai qualquer dia, Deus queira que isto não mude


Que a Senhora da Saúde vai ser pequena de mais.


 


O casamento já tem data marcada


Embora qualquer dos noivos tenha pouco mais que nada.


Vai ter a Bia, a festa que ela deseja,


Irá toda a Mouraria ver o casório na igreja.


 


 

Mesa eleitoral


 


Desde a primeira vez que votei, sempre na mesma freguesia, na mesma escola primária, já subi 3 mesas: voto na 4 quando iniciei a minha actividade de votante na 7.


 


Só significa que estou muito mais velha e que há muitos mais novos para exercerem o seu direito. A democracia que se perpetua e renova em cada acto eleitoral.


 


É quase um acto litúrgico, tão importante, domingueiro e bem disposto como quem gosta de assistir à missa. De facto, cada um mistifica o que entende e os deuses são múltiplos, diferentes, mais celestiais ou mais terrenos.


 


Agora resta esperar pelos resultados. E nãos nos enganemos, tudo muda embora tudo possa parecer igual no fim de cada eleição.


 


Eu já votei. Não fiquem em casa. Participem.


 


Adenda: leiam este texto dos Caminhos da Memória.


 

06 junho 2009

Desafios

Que gostaria de fazer antes de morrer? Sobretudo viver intensamente: amar muito, viajar muito, trabalhar muito, escrever muito, tudo… muito e, sem saber que morria, morrer.


 


 


Passo esta pergunta a JA, Ana Marques Pereira, António P e A. Teixeira. Neste dia de reflexão há muitas e variadas coisas para ponderar.

 


 


Pede-me a Eugénia de Vasconcellos que enumere 5 gostos e outros tantos blogues no feminino que tenham 5 qualidades que aprecio. Pois quantas e de que quilate são as qualidades, não sei, mas que gosto delas, não se discute:



Quanto ao que gosto mesmo de encontrar e de ler:



  • Sentido de humor

  • Textos bem escritos

  • Coisas com sentido

  • Surpreender-me

  • Disparatar


E muito mais, mas que agora também não vem ao caso.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...