07 junho 2009

Mesa eleitoral


 


Desde a primeira vez que votei, sempre na mesma freguesia, na mesma escola primária, já subi 3 mesas: voto na 4 quando iniciei a minha actividade de votante na 7.


 


Só significa que estou muito mais velha e que há muitos mais novos para exercerem o seu direito. A democracia que se perpetua e renova em cada acto eleitoral.


 


É quase um acto litúrgico, tão importante, domingueiro e bem disposto como quem gosta de assistir à missa. De facto, cada um mistifica o que entende e os deuses são múltiplos, diferentes, mais celestiais ou mais terrenos.


 


Agora resta esperar pelos resultados. E nãos nos enganemos, tudo muda embora tudo possa parecer igual no fim de cada eleição.


 


Eu já votei. Não fiquem em casa. Participem.


 


Adenda: leiam este texto dos Caminhos da Memória.


 

06 junho 2009

Desafios

Que gostaria de fazer antes de morrer? Sobretudo viver intensamente: amar muito, viajar muito, trabalhar muito, escrever muito, tudo… muito e, sem saber que morria, morrer.


 


 


Passo esta pergunta a JA, Ana Marques Pereira, António P e A. Teixeira. Neste dia de reflexão há muitas e variadas coisas para ponderar.

 


 


Pede-me a Eugénia de Vasconcellos que enumere 5 gostos e outros tantos blogues no feminino que tenham 5 qualidades que aprecio. Pois quantas e de que quilate são as qualidades, não sei, mas que gosto delas, não se discute:



Quanto ao que gosto mesmo de encontrar e de ler:



  • Sentido de humor

  • Textos bem escritos

  • Coisas com sentido

  • Surpreender-me

  • Disparatar


E muito mais, mas que agora também não vem ao caso.

Dia de reflexão (3)

 


Difamação da religião


 


Difamação da religião -  violação dos direitos humanos - texto proposto pelo Paquistão em nome dos Estados Islâmicos.


 


It is individuals who have rights, not religions - representante do Canadá.


 


(Um agradecimento a quem me alertou)


 

Dia de reflexão (2)

 


O massacre de Tiananmen


 


Tom Kennedy - CBC

 



 

Dia de reflexão (1)

 


6 de Junho de 1944


 


 


The hopes and prayers of liberty-loving people everywhere march with you. 


 


(General Dwight D. Eisenhower - mensagem do dia D)


 



 

05 junho 2009

Votar

 


Votar em branco, nulo, num qualquer partido político, grande, pequeno, antigo, moderno, com mulheres, com homens, com ambos, defensores dos casamentos gay, defensores das famílias tradicionais, amigos do ambiente, dos charutos, das comezainas, das caminhadas, ascetas, bruxos, comediantes, prostitutas, felizes ou macambúzios, aprendizes de Medina Carreira, Maria Filomena Mónica, José Manuel Fernandes, Manuela Moura Guedes, Marinho Pinto ou Rogério Alves, Ana Gomes ou Manuel Alegre, fãs de Louça, detractores dos Portas, seja em quem for e como for, é preciso votar.


 


Votar é um exercício de liberdade, de cidadania, de poder. Votar é assumir a responsabilidade de decidir, de tomar parte na resolução e de não ser parte do problema.


 


Gostam de maiorias absolutas? Gostam de minorias relativas? De coligações, de centros, de esquerdas ou direitas, uma só ou múltiplas? Da Europa, do tratado, do referendo? Gostam de paz, de divisões que multiplicam, de movimentos monárquicos ou anárquicos? Gostam de discutir e de exigir dos outros a resolução dos nossos problemas?


 


É preciso votar. Não gostar da campanha, não gostar dos candidatos, não gostar de nada não é desculpa. Votem e digam que não gostam: no voto.


 


Não desperdicemos uma ocasião de dizermos de nossa justiça. Uma ocasião que se traduz num grupo de deputados que irá ditar muito do que nos vai acontecer nos próximos anos. Não se demitam dessa função.


 


Vamos votar com sol ou com chuva, de fato de gala ou de fato de banho. Vamos livremente votar.

 

Antes do jogo

 


A campanha eleitoral foi paupérrima, principalmente da parte do PS e do PSD. A estratégia de Paulo Rangel foi a vencedora, tendo o PS deixado arrastar-se para uma campanha que nada teve a ver com os temas europeus, enredando-se em golpes baixos e manobras de diversão. Vital Moreira foi muito pior candidato do que se julgava, Paulo Rangel foi muito melhor candidato do que se julgava.


 


Se o PS ganhar, mesmo que por pouco, coisa que ninguém esperava há 2 meses, será importante para preparar a vitória em Outubro.


 


O PSD já ganhou, mesmo que perca, como tudo indica, as eleições. Paulo Rangel será, muito provavelmente, uma séria ameaça aos eternos candidatos à liderança do PSD. A vitória, seja qual for o resultado, será dele, a não ser que, ao contrário de tudo o que se prevê, o PSD tiver um mau resultado.


 


O PCP e o BE disputam o mesmo espaço. Não sei quem sairá vencedor.


 


Os restantes pequenos partidos são uma incógnita. Talvez haja muitos votos de protesto em partidos que parecem ter poucas hipóteses de conseguirem mais do que escassas percentagens. Pode haver surpresas extremistas desagradáveis.


 


Aconteça o que acontecer, o que é preciso é votar.

 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...