07 fevereiro 2009

Thelonius Monk

 



 


 "Round Midnight" - Thelonius Monk Quartet

Aerofone

Há uma coisa que queria dizer, antes que me esqueça:


 


Neste momento está em votação o Aerofone e o nomeados são:


acordeão, bandoneón, clarinete, fagote, flauta, gaita-de-fole, oboé, orgão, trompa, trompete e saxofone.


 


E, já agora, alguém me explica para que serve o Twitter?


 

Promessas

Acabei de ouvir na TSF que o Primeiro-Ministro assume o casamento entre homossexuais e a regionalização eram uma bandeiras para a próxima legislatura.


 


Não consigo entender a falta de seriedade de Sócrates. O PS inviabilizou na Assembleia da República uma lei para a regularização deste assunto, em Outubro do ano passado!


 


E quanto ao referendo, depois de ter prometido um em relação ao Tratado de Lisboa, como poderemos nós acreditar num próximo para a regionalização?


 


A falta de oposição à direita é mesmo uma tragédia. As soluções únicas começam a impor-se com as únicas soluções. Nem no PSD nem no PS se vislumbram alternativas a José Sócrates. E o BE anda à procura de quem queira convergir mas parece que as convergências estão a arredar-se, até porque eles próprios se enredam nas divergências.


 


E depois o Presidente admira-se da falta de interesse pela política.


 

Artigos de opinião

Mesmo assim, nestas manhãs de sábados em que tento restaurar a cabeça, leio jornais.


 


Destaco 2 artigos dos quais não tenho links disponíveis:



  • "Carta aberta a Augusto Santos Silva e Manuel Alegre", de Henrique Neto - Público, pág. 38

  • "Ganância", de José Pacheco Pereira - Público, pág. 39.

Hibernação

Precisava que os dias tivessem muito mais horas e que cada minuto se prolongasse por 90 segundos. Amontoam-se obrigações, compromisso e ideias, que no turbilhão e na catadupa do trabalho se perdem por entre o tumulto da secretária.


 


Já tentei agendas, notas e papelinhos que inexoravelmente se perdem, esquecendo-me sucessivamente de consultar os plannings onde tento registar o que tenho para fazer.


 


Com tudo isso nem tenho tido ânimo de comentar os acontecimentos que não se esquecem de acontecer, mesmo que não haja acontecimentos ou que estes aconteçam por vontade dos criadores de acontecimentos, em vez de por existência própria.


 


Muito se fala do medo existente na nossa sociedade e, mais precisamente, do medo existente no PS. Pobre PS que tão medrosos militantes tem. Pobre PS que tão malheiros militantes tem.


 


Se isto é o retrato do resto dos partidos, do resto do país, bem podemos continuar nesta vida em que se debatem factos que não se sabem se existem ou não, suspeitas de corrupção e famílias de políticos, em vez de ir ao âmago das questões.


 


Há corrupção na nossa sociedade, há uma ineficácia atroz do nosso sistema de justiça, há um desgaste e um cansaço de todos perante tanto barulho para nada.


 


Os dinheiros públicos, as decisões dos governantes, etc., devem estar sob escrutínio público e o jornalismo livre e responsável é essencial na democracia. Mas quem escrutina as informações veiculadas pelo jornalismo se o sistema judicial não funciona?


 


O debate político está parado, esperemos que apenas em hibernação.


 


Sendo assim, vou aproveitando os 60 segundos de cada minuto para me dedicar aos múltiplos afazeres que me abafam. Vá lá que o dia hoje parece mais brilhante.

 

05 fevereiro 2009

Traulitadas

O estilo trauliteiro do Ministro dos Assuntos Parlamentares demonstra que ele decerto levou uma traulitada na cabeça.


 


Deve ser por isso que têm medo, os militantes socialistas, das traulitadas de Santos Silva. Manuel Alegre vai mantendo o estilo reserva moral do PS até ao bocejo.


 


No país em grande e caótica cavalgada para uma crise que se alimenta das traulitadas dos bancos, dos empresários e dos desgraçados que regressarão das terras para onde emigraram, ouvimos as esperanças governativas e o seus comentadores e opositores destratarem-se, falando de medo e de situacionismo, em linguagem desadequada e cansativa.


 


Chega e sobra para o aumento da desesperança.

01 fevereiro 2009

Barcelona

 



Giulia y los Tellarini


 


 


Por qué tanto perderse

tanto buscarse, sin encontrarse.

Me encierran los muros de todas partes.

Barcelona


 


Te estás equivocando

no puedes seguir inventando

que el mundo sea otra cosa

y volar como mariposa.

Barcelona


 


Hace un calor que me deja

fría por dentro

con este vicio de vivir mintiendo

que bonito sería tu mar

si supiera yo nadar.

Barcelona


 


Mi mente tan llena

de cara de gente extranjera,

conocida, desconocida

he vuelto a ser transparente.

No existo más.

Barcelona


 


Siendo esposa de tus ruidos

tu laberinto extrovertido

no he encontrado la razón

por qué me duele el corazón

Barcelona


 


Porque es tan fuerte

que sólo podré vivirte

en la distancia y escribirte

una canción.

Te quiero, Barcelona


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...