24 janeiro 2009

Confessionário

Fui desafiada por duas pessoas, que muito prezo e de quem muito gosto, para continuar uma cadeia blogosférica, sob o signo do número 6.


 


O mais complicado nesta corrente é escolher as 6 coisas aleatórias que deverei contar sobre mim, porque indicar mais seis blogues para continuarem o desafio com o respectivo link, explicando as suas regras, e informá-las nas respectivas caixas de comentários que tinham sido nomeadas, isso já é muito mais fácil.


 


Mas então, pensemos:



  1. Tenho momentos de grande excitação e contentamento a que se seguem, muitas vezes, momentos de grande depressão e desalento - tendências maníaco-depressivas?

  2. Tenho a mania de falar depressa de mais, não ouvindo tudo o que os outros dizem, o que enviesa muitas vezes o meu raciocínio.

  3. Choro demais, em todos os filmes, causa de grandes gozos e embaraços nas salas de cinema (os óculos escuros dificilmente passam desapercebidos no escuro).

  4. Não consigo fixar os nomes de algumas pessoas, o que me leva a chamar-lhes nomes absurdos. Esses nunca esqueço.

  5. O meu sentido de orientação é inexistente, o que já me causou deambulações por Lisboa, em zonas totalmente desconhecidas como Benfica, Chiado, Praça de Espanha, Cidade Universitária, etc.

  6. Sou demasiado crédula.


Próximas confissões blogosféricas:



  1. Amigos de Peniche

  2. ANACRUZES

  3. bonstempos, hein?!

  4. branco no branco

  5. cocó na fralda

  6. Cuaoleu


Segue a dança.


 



 

Agressões

Há alguns dias que percorro os blogues, as notícias, o tempo, sem vontade de os registar. Basta ter que os respirar e sentir.


 


Talvez um dia desenvolva casacos de várias espessuras, variados impermeáveis para diversos tipos de agressões. Do vento, da chuva, do sol, da crise, da desonestidade, da corrupção, do negrume, da negligência, da estupidez.


 


Tenho andado, na maior parte das vezes, muito desagasalhada.


 



(Edward Weston: Artichoke)


 

20 janeiro 2009

Anne-Sophie Mutter

 


 



 


Maestro: Hebert von Karajan; Orquestra Filarmónica de Berlim


Antonio Vivaldi - As Quatro Estações - Inverno - "Allegro"


 

Notícias com sombras

Agradeço aos blogues a quem entreguei em rede um prémio que resolvi inventar o facto de terem ido na onda.


 


Mas associado ao prémio havia um desafio que passou desapercebido (?) aos destinatários:


 


Qual a notícia saída no dia em que começou o respectivo blogue, ou aquela que, posteriormente, se veio a revelar mais interessante, e porque motivo (qualquer meio de comunicação pode ser considerado - jornais, televisões, revistas, blogues, etc.).


 


Sendo assim insisto no desafio aos mesmos blogues (e a quem mais se quiser associar, evidentemente).



  1. ...bl-g- -x-st-

  2. Água Lisa

  3. blogOperatório

  4. O País Relativo

  5. Blogame mucho

  6. Café del Artista

  7. Contra Capa

  8. Corta-fitas

  9. DER TERRORIST

  10. hoje há conquilhas

  11. jugular

  12. Herdeiro de Aécio

  13. mil novecentos e setenta e nove

  14. Ponto de Cruz

  15. respirar o mesmo ar


 



 

Barack Obama - 44º Presidente dos EUA

 



 


 



 


 


(…)


because We the People have remained faithful to the ideals of our forbearers, and true to our founding documents.


(…)


On this day, we gather because we have chosen hope over fear, unity of purpose over conflict and discord.


(…)


to carry forward that precious gift, that noble idea, passed on from generation to generation: (…) all are equal, all are free, and all deserve a chance to pursue their full measure of happiness.

(…)


The question we ask today is not whether our government is too big or too small, but whether it works -- whether it helps families find jobs at a decent wage, care they can afford, a retirement that is dignified. (…) And those of us who manage the public's dollars will be held to account -- to spend wisely, reform bad habits, and do our business in the light of day -- because only then can we restore the vital trust between a people and their government.


Nor is the question before us whether the market is a force for good or ill. Its power to generate wealth and expand freedom is unmatched, but this crisis has reminded us that without a watchful eye, the market can spin out of control -- and that a nation cannot prosper long when it favors only the prosperous.

(…)


As for our common defense, we reject as false the choice between our safety and our ideals.


(…)


our security emanates from the justness of our cause, the force of our example, the tempering qualities of humility and restraint.


(…)


For we know that our patchwork heritage is a strength, not a weakness. We are a nation of Christians and Muslims, Jews and Hindus -- and non-believers. We are shaped by every language and culture, drawn from every end of this Earth;


(…)


To those leaders around the globe who seek to sow conflict, or blame their society's ills on the West -- know that your people will judge you on what you can build, not what you destroy.


(…)


those values upon which our success depends -- hard work and honesty, courage and fair play, tolerance and curiosity, loyalty and patriotism -- these things are old. These things are true.


(…)


there is nothing so satisfying to the spirit, so defining of our character, than giving our all to a difficult task. (…)


 

18 janeiro 2009

Nigel Kennedy

 



 


(Antonio Vivaldi - As Quatro Estações - Inverno - "Allegro")


 

Liberdade religiosa e dignidade humana

A minha primeira reacção às declarações do Cardeal Patriarca foi isso mesmo – primeira e primária.


 


Achei um disparate atroz o remexer em possíveis feridas de integração e tolerância religiosa, numa altura em que estamos sempre em equilíbrio instável e num país em que a integração dos muçulmanos parece ser bastante boa.


 


Na verdade, porque é que o Cardeal Patriarca, representante de uma religião monoteísta, com leituras tão fundamentalistas como as que há do Corão, se lembra de alertar as mulheres portuguesas para o perigo de casarem com indivíduos que professam o Islão?


 


A pouco e pouco, e a coberto das nossas ideias laicas de tolerância e democracia, esquecemos que estamos a condenar manifestações da mais pura e inalienável liberdade de expressão de qualquer pessoa, nomeadamente de um líder religioso que fala para aquelas e aqueles que são religiosos, num mundo ocidentalizado em que é normal discutir opiniões e fazer declarações, por muito que não concordemos com elas.


 


E de facto, se pusermos de parte a visão idílica que temos de uma sociedade multicultural que respeita os seres humanos enquanto tal, sem olhar a raças, religiões, opções políticas ou sexuais, se ouvirmos aquilo que, precisamente por vivermos em democracia, muitos dos líderes muçulmanos pregam sem qualquer dificuldade, muitas dessas afirmações deviam fazer revoltar-se-nos os estômagos, porque a dignidade humana, a diversidade, a informação e a democracia estão arredadas dessas pregações.


 


Em relação às mulheres, principalmente, muitas dos países e das comunidades islâmicas olham-nas e tratam-nas como seres que pertencem aos homens, muitas vezes proibidas de procurarem até assistência médica, sujeitas a rituais que nos repugnam, a nós que discutimos as declarações do Cardeal Patriarca.


 


Será que podemos discutir com a mesma liberdade as interpretações, leituras e leis do Corão, nas sociedades ocidentais que acolhem e tentam preservar as diferenças culturais e religiosas?


 


O Cardeal Patriarca foi pouco diplomata nas suas afirmações e deveria sê-lo, foi pouco cuidadoso ao deitar achas para uma fogueira que nunca se extingue, mas para além de ter todo o direito de o fazer, até porque fala para os seus fiéis, não terá alguma razão no que diz? E porque temos tanto receio em o admitir?


 



 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...