Uma excelente razão para intervalar e apreciar poesia e bom convívio. Donagata, no seu melhor.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Troca de e-mails:
Comentários aos posts anteriores:
Já fui ameaçada de denegrirem a minha família, de ter uma queixa contra mim na Ordem dos Médicos, de ser processada por difamação e de ser enfrentada cara a cara em Oeiras ou na Ordem dos Médicos (confesso que não percebi muito bem esta ameaça), para além de ser acusada de ser uma sem vergonha e de uma desumanidade sem par.
Coloquei aqui estes comentários e esta troca de e-mails não para me divertir, porque são muito tristes, mas apenas para fazer duas reflexões:
No entanto penso que a primeira hipótese é a correcta. Conheço muitos Professores esforçados, competentes, trabalhadores, generosos, muitíssimo bons professores, que se dedicam à Escola e aos alunos e que seriam incapazes de tais palavras, mesmo que não oncordem com a política ministerial.
A Sr anda a ser muito suja para com os Docentes deste País que não lhe fizeram mal nenhum, gostaria que eu também a denegrisse junto da sua família
Cumprimentos
(Pessoa identificada)
Este é um dos e-mails que recebi na sequência dos posts que tenho escrito sobre a implementação da avaliação do desempenho dos professores. A pessoa que mo enviou identificou-se mas, como não lhe pedi autorização, não revelo aqui o seu nome.
Esta é a forma como algumas pessoas que se intitulam professores defendem as suas opiniões e intimidam quem pensa de uma maneira diferente.
A mim não me intimidam. Espero que não intimidem os verdadeiros Professores.
Adenda: vale a pena ler alguns comentários de Dino do post anterior. São estas as mais amplas liberdades e a abertura ao diálogo que defendem algumas pessoas.
A Fenprof manipula e Mário Nogueira não é sério
O líder da Federação de Professores (FENPROF), Mário Nogueira, abandonou a reunião que hoje mantinha com a ministra. Motivo: a ministra não suspendeu a avaliação como era exigência da Fenprop para continuar a negociar.
Mas a Fenprof e Mário Nogueira querem negociar o quê, se exigem a suspensão da avaliação? Resposta: não querem negociar nada. Querem somente deitar abaixo a ministra porque ela insiste que não desiste da avaliação.
Insiste e muito bem. Eu, como pai de dois alunos, quero que os professores deles sejam avaliados pelos seus pares e pelos pais, se possível. Quero saber se são bons, se são pedagogos, se não faltam, meses a fio com atestados médicos que todos sabemos serem falsos, se não metem sucessivos artigos quartos com uma enorme descontracção e sem nenhum problema de consciência, deixando turmas inteiras sem aulas durante horas, dias, meses.
Em todo o sector privado, a avaliação é uma regra há muitos anos. Aqui, nesta empresa, não só avaliamos os nossos subordinados, como eles nos avaliam e nós avaliamos os nossos superiores, inclusive o director-geral da empresa. Porque carga de água é que os professores, que passam o ano a avaliar milhares de alunos, não podem ser avaliados?
Para descredibilizar o processo, há escolas que transformaram a avaliação em manuais de mais de 30 páginas. E Mário Nogueira, que assinou um acordo com a ministra antes do Verão para prosseguir o processo de avaliação, rompeu-o sem nenhuma justificação credível.
A Fenprof é contra o processo, mas não sugere nada em alternativa. O que quer é uma avaliação de faz de conta, em que os bons e os maus professores são todos avaliados de forma positiva, o que é uma injustiça para os bons e um prémio para os maus. É isto que os professores querem? Não sei. Mas sei que é isto que a Fenprof e Mário Nogueira querem.
A Fenprof e Mário Nogueira não defendem um sistema de ensino melhor. Defendem os maus professores, os calões, os relapsos, os incompetentes. Defendem o pior que existe no ensino, os seus vícios, os seus erros, o descalabro provado através de estatísticas do ensino secundário em Portugal nos últimos 30 anos. É este o resultado das suas posições. E será este o resultado dos próximos 30 anos se a Fenprof e Mário Nogueira conseguirem manter o sistema de ensino sem uma avaliação séria e credível.
A Fenprof e Mário Nogueira são os principais responsáveis da mediocridade do ensino secundário em Portugal.
O Banco de Portugal reviu em baixa o crescimento económico para este ano. Já vai em 0,5%. Não deixa de pasmar a previsão do governo que antevê um crescimento de 0,6% para o ano.
Mas o Banco de Portugal produziu mais uma pérola de análise político-económica e social. É que o desemprego de longa duração aumenta porque os apoios aos desempregados são… demasiado bons.
Pensavam que era porque há cada vez menos trabalho? Não, todos nós gostamos é de ficar a receber este chorudo subsídio de desemprego durante meses e meses.
O humor dos nossos políticos anda mesmo pelas ruas da amargura.
Já ouvi várias vezes todos os excertos que consegui, da TSF, da RTP, do Rádio Clube e da SIC, referentes às declarações de Manuela Ferreira Leite.
Não é possível perceber que lapso foi aquele, se de pensamento se apenas falhanço de uma ironia mal feita e de mau gosto, até porque não se ouve a totalidade da intervenção.
Mas o que parece mesmo é uma conclusão lógica que ela tirou, ali perante quem a queria ouvir, que não é possível reformar em democracia e que, se calhar, até era melhor suspender a democracia por 6 meses para se fazerem as reformas.
Foi de uma infelicidade absoluta mesmo fazendo-lhe a justiça de acreditar que disse o que não queria ter dito, nem com a intenção que se lhe supõe.
Inacreditável.
Adenda (19/11): mesmo achando inacreditáveis estas declarações, não posso deixar de lamentar o ar grave e sério, manipulador e com falta de nível de Alberto Martins. Não é sério nem é credível o aproveitamento político a tresandar oportunismo bacoco. Sinceramente, que tristeza.
A globalização transformou-se neste infernal ciclo vicioso.
Há crise por isso devemos poupar. Se pouparmos consumimos menos. Se temos muitas despesas e comprarmos a crédito ficamos super endividados. Logo temos que consumir menos.
Se consumirmos menos os donos das lojas vendem menos e vão à falência. Se as lojas vendem menos as empresas fazem menos utensílios, as construtoras constroem menos casas, as imobiliárias e as empresas vão à falência.
Então uma forma de reanimar a economia é tornar o crédito mais barato, para que as pessoas comprem a crédito os carros, as casas, as viagens de turismo, os plasmas, os telemóveis, etc.
Portanto há crise mas não podemos deixar de consumir sob pena de irmos todos à falência.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...