10 junho 2008

Regresso à escravatura

Hoje acordámos com uma notícia da TSF em que se dizia que os ministros do trabalho da EU aprovaram a ultrapassagem das 48 horas de trabalho por semana, aceitando como normal as 60 horas, podendo ir até às 65 horas nalgumas profissões, como os médicos.


 


Como é possível que esta União Europeia, que negoceia e aprova tratados nas costas dos cidadãos, tenha a audácia de regressar às leis da selvajaria no mercado de trabalho, olhando para os cidadãos que jurou proteger como uma horda de escravos modernos que, para além do mais, com a globalização, o aumento da tecnologia com a consequente diminuição da necessidade de pessoas para a execução de múltiplas tarefas, e a inexorável subida do desemprego, retiram qualquer capacidade de negociação por parte dos trabalhadores ou dos seus representantes.


 


Onde está a matriz social democrática europeia? Onde está a defesa da dignidade da pessoa humana e do trabalho como realização pessoal e de contribuição para a sociedade?


 


A ideologia do lucro a todo o custo e sem olhar a meios está instalada, por muito que hipocritamente se diga o contrário.


 


A globalização foi defendida como um meio para melhorar o nível de vida de todos, inclusivamente para que a Índia e a China aproximassem os seus padrões de vida dos ocidentais. Está precisamente a acontecer o contrário. A Europa está a deixar-se aproximar dos valores da exploração do trabalho e das pessoas.

09 junho 2008

A Raça do Presidente


 


Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Ilegitimidade e ilegalidade

O que se está a assistir no país com a paralisação sob coacção, dos camionistas, com o bloqueio das estradas e dos portos, com a revista dos automóveis por grevistas e a destruição e impedimento de venda de peixe, no caso dos pescadores, é absolutamente inaceitável. Onde estão os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos? Onde estão as forças de segurança?


 


Porque é que as empresas de camionagem não aumentam os preços dos seus serviços? Se o governo cede está aberta a porta para que todos os cidadãos possam reivindicar o que lhes apetecer, porque a gasolina e o gasóleo aumentou para todos e eu, para ir trabalhar, também gasto cada vez mais dinheiro em gasolina. Que tal pedir ao governo para me facilitar a vida?


 


Gostava de ouvir os campeões das liberdades e da democracia esclarecerem o que pensam sobre este assunto.


 


Se o governo ceder a estas pressões ilegítimas e ilegais, após ter resistido às manifestações e aos apelos da rua por parte dos sindicatos, pode dizer adeus ao que resta da sua credibilidade.

08 junho 2008

Yes, We can!

 


 


Olhemos como olharmos, da esquerda, da direita ou do centro, os EUA são uma grande democracia.


 


Ao contrário do que no início da campanha se previa, Barack Obama é o candidato dos Democratas. Hillary Clinton passou de uma vitória quase certa para um discurso de saída da campanha com esta dignidade:


 


Children today will grow up taking for granted that an African-American or a woman can, yes, become the president of the United States


 


Espero que Barack Obama aproveite a ideia de Hillary Clinton, que já tem décadas, de prover uma cobertura de saúde a todos os cidadãos, alterando um paradigma de assistência médica totalmente desajustada daquilo que se espera de uma democracia que vela pelos seus cidadãos. 


 



 


O mundo só tem a ganhar com a reviravolta na política americana. Mas, já agora, que ganhe Obama.


 


 


 


(Nota: o link retirei-o daqui, e dali o vídeo completo)


 

07 junho 2008

Euro 2008


 


Mesmo odiando cada vez mais a histeria futebolística, lá vou eu deitar um olhinho ao jogo e torcer para que Portugal ganhe.


 


 



 

06 junho 2008

Cheques Saúde

Ora tão bem que o Bastonário da Ordem dos Médicos defende o SNS! Em vez de decidir quantos dentes ou que bocados de dentes se podem tratar, poderíamos ter a liberdade de escolher a metade da hérnia, o terço da hipertensão, ficando o resto para pagar a fisioterapia!

Alternativas a Sócrates

A entrevista de Manuel Alegre a Judite de Sousa, como aliás se demonstra por um pequeno excerto transcrito na Câmara Corporativa, é a prova provada de que não há alternativa à esquerda.


 


O triste é que Manuel Alegre está convencido que os votos que quase o levaram à 2ª volta das eleições presidenciais também se agregarão à sua volta para uma eventual coligação das esquerdas. Não há esquerdas credíveis e o Bloco de Esquerda usa a mesma retórica de Manuel Alegre, reciclada de moderno.


 


Quem fará parte de uma tal coligação de esquerdas? É transparente a ausência de ideias e de alternativas, pois quando se perguntam coisas concretas, as respostas são grandiosas com imensas palavras cheias de nada.


 


Se há alternativas à governação socialista elas estão à direita e não à esquerda. E é por isso que a movimentação do Bloco aproveita a situação, visto que não tem havido oposição ideológica à direita. Assim é fácil acusar o governo socialista de governar com capitalismo socialista.


 


Quanto à total lavagem cerebral sobre a grandiosidade da queda do governo, do descontentamento popular, da crise horrível que todos vivemos, dos maus ricos e dos pobres bons, obviamente encabeçados e organizados pelo PCP e engrossados por todos os descontentes de tudo o que aconteceu desde há 8 ou 10 anos, pela crise internacional, etc, lembro-me das grandiosas manifestações que o PCP mobilizava em 1974, das enormes quantidades de trabalhadores, operários e camponeses que marchavam contra todos os reaccionários (que eram todos os que não eram comunistas) e pela surpresa dos resultados eleitorais em 1975.


 


Vendo e ouvindo o que Joana Amaral Dias está a dizer no Expresso da Meia-Noite (outra personagem urticariforme, e quanto a arrogância, falta de humildade e retórica vazia…) continuo convencida que não há alternativa a Sócrates à esquerda. Pode haver alternativas a Sócrates, mas dentro do espaço ocupado pela esquerda socialista e moderna, onde não se inscreve o Bloco de Esquerda.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...