Que o estado se preocupe em sensibilizar as famílias para uma alimentação saudável, para os perigos de uma vida sedentária, não faz mais que a sua obrigação.Mas querer um código de boas práticas para as empresas que organizam festas infantis, para evitar e prevenir a obesidade infantil é assustador.
A febre da vida saudável, do homem novo, belo, limpo e esbelto continua, em rumo a uma sociedade que tudo regula, tudo impede, tudo estipula. Não tarda muito os doentes que fumam não serão tratados de cancro do pulmão, ou pagarão taxas e multas moralizadoras, os obesos não serão tratados da diabetes, as cáries dentárias serão consideradas consequência de má higiene dentária e, portanto, passível de aparecerem por responsabilidade própria, não devendo o seu tratamento ser comparticipado.
Aonde nos levará este totalitarismo dos vigilantes da moral e dos bons costumes do século XXI?


