11 novembro 2007

Pasión

No, no digas que yo me muero
Amor, mi vida es sufrimiento
Yo te quiero en mi camino
Por vos cambiaba mi destino

Ay, abrazame esta noche
Y aunque no tengas ganas
Prefeiero que me mientas
Tristes breves nuestras vidas
Acercate a mí, abrazame a ti por Dios
Entregate a mis brazos

Tengo un corazón ganando
Yo sé que vos me estas escuchando
Con mis lagrimas te quiero
Pasión, sos mi amor sincero

Ay, abrazame esta noche
Y aunque no tengas ganas
Prefeiero que me mientas
Tristes breves nuestras vidas
Acercate a mí, abrazame a ti por Dios
Entregate a mis brazos


(Rodrigo Leão: pasión)

¿Por qué no te callas?

Já vi o excerto da cimeira ibero-americana sobre a irritação de Juan Carlos, face ao destempero e má educação de Hugo Chávez. Aqueles que tanto falam de democracia e liberdade de expressão, negam a liberdade do mais alto representante do estado espanhol se indignar publicamente, quando um dos seus governantes é publicamente enxovalhado.

Tudo em abono da sã convivência hipócrita e da pseudo-democracia, tão caras a certos comentadores.

Sou republicana e a ideia de monarquia é, para mim, um anacronismo. Mas dizer que Juan Carlos deveria ter estado calado porque não tem a legitimidade do voto espanhol é totalmente descabido. Tem a legitimidade que lhe vem de uma constituição sufragada democraticamente, já para não falar do facto de ter sido um elemento importantíssimo na construção da democracia espanhola.

Apatia e desinteresse

A discussão do orçamento do estado para 2008 não aconteceu. Penso que a única pessoa que acreditou que se iria discutir alguma coisa foi mesmo Santana Lopes.

Foi triste, pobre e folclórico, com as frases mais bombásticas a serem repetidas até ao infinito pelas televisões, mas nem chegaram a desencadear qualquer reacção.

Apaticamente tudo foi recebido com o desinteresse do costume, até as maravilhosas novidades sobre o cheque dentista, a inclusão da vacina do colo do útero no PNV e o apoio à PMA.

Tudo cheira a pouco sério. Medidas para calarem as vozes da oposição, sem vontade, sem convicção, sem brilho.

Onde está a ideologia? É verdade que o governo lá vai apresentando resultados, mas a motivação e a esperança das pessoas não existe.

E não é Sócrates com a sua voz de comando, nem Manuel Alegre com a sua permanente crítica, às vezes balofa, nem Santana Lopes, o exemplo da vacuidade, nem ninguém.

Falta alegria à nossa vida política.

10 novembro 2007

Decalque

Na paz que nos falta
brilham mãos de lua.

Socalcos de rios sobreviventes
banham armas decalcadas
de corpos e flores.

(escultura de Paul T. Granlund: Constellation Earth)

08 novembro 2007

Cabo-Verde - Contos em viagem


Estreou hoje. Está só até 15 de Dezembro. Como todos os trabalhos do Teatro Meridional, não se deve perder.

Cadeias

  1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
  2. Abra o livro na página 161;
  3. Na referida página procurar a 5.ª frase completa;
  4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
  5. Aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.

E assim fui apanhada em mais uma corrente. Sem mais delongas (é uma palavra estupenda), estiquei o braço esquerdo e retirei o livro mais ao alcance; procurei a página 161 e contei concentradamente 4 parágrafos. Eis o quinto:

  • Estas cadernetas de poupanças preocupavam-me igualmente, mas por outras razões.

É extraordinária a estranha poética e o inescrutável (excelente palavra, também) mistério do universo. Esta é uma frase que deve estar arredada das possibilidades de muita gente, mesmo que seja uma preocupação constante.

O livro é de Magda Szabó e chama-se A Porta. Vale a pena ler.

E passo a corrente a mais 5 bloggers. São eles:

Boa sorte.

Adenda: agora reparei que já outra pessoa me tinha acorrentado. O meu obrigada pelos elos tecidos.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...