Percebo e até concordo com a posição do PCP no que diz respeito à capacidade da Assembleia da República legislar sobre a interrupção voluntária da gravidez (ivg). Não concordo, no entanto, que houvesse espaço político para se dispensar um novo referendo.
António Guterres “amarrou” o partido à sua escolha, desde o momento em que fez depender uma alteração legislativa de uma consulta referendária. José Sócrates não quis dar razão ao PCP e prometeu promover o novo referendo, tendo-se inclusivamente comprometido, politicamente, a fazer campanha pelo “sim”.
Já aqui referi que o PS não deveria aceitar o resultado do referendo, caso houvesse uma afluência às urnas inferior a 50%, ao contrário do que António Costa já anunciou, não colocando a hipótese de vencer o “não”.
O PCP votou contra a proposta de referendo, evidenciando uma postura coerente. Mas será que no altar dessa coerência está disposto a perigar o resultado do “sim”? Será que vai fazer campanha pelo “não” ou, simplesmente, abster-se de fazer campanha?
Tenho ouvido e lido várias opiniões de pessoas que pensam que esta questão deve ser resolvida na Assembleia e ponderam a hipótese de não votar. Há mesmo homens que defendem que a ivg é uma questão de mulheres, e que não tem sentido os homens pronunciarem-se a favor ou contra.
Independentemente da nossa opinião sobre quem tem mandato para alterar a lei, a Assembleia ou todos nós, faltar ao referendo é dar a possibilidade aos defensores do “não” de manterem o status quo. Quem é a favor da despenalização da ivg deve ter a iniciativa.
Para além disso, sejamos homens ou mulheres, este é um problema que toca à sociedade e não a metade dela. A decisão de punir quem interrompe uma gravidez é da sociedade, não de metade dela.
António Guterres “amarrou” o partido à sua escolha, desde o momento em que fez depender uma alteração legislativa de uma consulta referendária. José Sócrates não quis dar razão ao PCP e prometeu promover o novo referendo, tendo-se inclusivamente comprometido, politicamente, a fazer campanha pelo “sim”.
Já aqui referi que o PS não deveria aceitar o resultado do referendo, caso houvesse uma afluência às urnas inferior a 50%, ao contrário do que António Costa já anunciou, não colocando a hipótese de vencer o “não”.
O PCP votou contra a proposta de referendo, evidenciando uma postura coerente. Mas será que no altar dessa coerência está disposto a perigar o resultado do “sim”? Será que vai fazer campanha pelo “não” ou, simplesmente, abster-se de fazer campanha?
Tenho ouvido e lido várias opiniões de pessoas que pensam que esta questão deve ser resolvida na Assembleia e ponderam a hipótese de não votar. Há mesmo homens que defendem que a ivg é uma questão de mulheres, e que não tem sentido os homens pronunciarem-se a favor ou contra.
Independentemente da nossa opinião sobre quem tem mandato para alterar a lei, a Assembleia ou todos nós, faltar ao referendo é dar a possibilidade aos defensores do “não” de manterem o status quo. Quem é a favor da despenalização da ivg deve ter a iniciativa.
Para além disso, sejamos homens ou mulheres, este é um problema que toca à sociedade e não a metade dela. A decisão de punir quem interrompe uma gravidez é da sociedade, não de metade dela.




