Quando se nomearam determinado tipo de corpos celestes como planetas (do grego planētēs, que significa viajante) acreditava-se que os corpos iluminados que, à noite, pintalgavam o céu, se moviam e, portanto, viajavam à volta da Terra.Segundo Ptolomeu, a Terra estava parada e, à sua volta, viajava o restante sistema solar (geocentrismo); havia então sete planetas: Lua, Mercúrio, Vénus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno.
Depois, primeiro com Aristarco de Samos (astrónomo grego que viveu por volta do ano 300 a.c.), passando por Nicolau Copérnico (cientista e astrónomo polaco, sécs. XV/XVI) até Galileu Galilei (cientista e astrónomo italiano, sécs. XVI/XVII), postulou-se que quem estava parado era o Sol, movendo-se a Terra (e os outros planetas) à sua volta (heliocentrismo); o Sol e a Lua deixaram de ser considerados planetas.
Posteriormente, e à medida que se aperfeiçoavam os telescópios, foram-se descoberto novos planetas como Plutão (1930) e UB313 (2003). Para além destes corpos celestes, também fazem parte do sistema solar satélites, cometas e asteróides.
A verdade é que têm existido grandes avanços neste campo, e as diferenças de massa e das órbitas (entre outras) entre os diversos corpos celestes, levou a comunidade de astrónomos, a União Astronómica Internacional (a 24 deste mês) a reclassificarem os corpos celestes, passando Plutão a caber na definição de planeta anão.
Não sei porquê tanta polémica relativamente a esta desclassificação. Daqui a alguns anos, provavelmente após mais desenvolvimentos tecnológicos que permitam conhecer com mais pormenor os corpos celestes, haverá novas revisões desta classificação e novas classificações.
Ainda bem que assim é. Em ciência a única certeza que existe é que não há certezas absolutas, e muito menos eternas...
(Vale a pena ler a Wikipédia)





