Por muito que seja imprescindível e meritório o esforço do estado, e portanto de todos nós, para poupar, em tudo o que for possível, essa poupança deve incidir primordialmente sobre os desperdícios. Na saúde, como em muitos outros sectores, há imenso desperdício.
Já várias vezes referi o meu desacordo em relação à organização dos serviços de urgência. Até agora, as equipas de urgência são formadas por médicos escalados de várias especialidades, cujo horário na urgência está inserido no seu horário de trabalho.
Como os serviços de urgência servem como serviços de consultas, que deveriam ser efectuadas nos centros de saúde, e como a escassez de médicos é crescente, para que se assegurem equipas de urgência os médicos têm que aumentar o seu horário de trabalho, à custa de horas extraordinárias. Por lei, são obrigados a cumprir 12 horas extraordinárias por semana. Na prática, um médico tem um horário de 35+12 horas ou 42+12 (se em exclusividade).
Deixando de parte a discussão da tabela de remuneração das horas extraordinárias, elas só serão feitas, para além do obrigatório, se os médicos quiserem. Qualquer trabalho a mais do estipulado no contrato deve ser acordado entre as partes, e só será efectuado se for compensatório para ambas.
Como vão os hospitais assegurar equipas de urgência, se os médicos deixarem de prestar mais 12, 24, ou mais horas extraordinárias por semana? Não sei e também não sei como se remuneram urgências com critérios de produtividade. Aliás ainda ninguém explicou.
Sugiro que se alterem os serviços de urgência e se transformem em serviços autónomos, com quadros próprios e especializados. Vejo o futuro algo negro.
Já várias vezes referi o meu desacordo em relação à organização dos serviços de urgência. Até agora, as equipas de urgência são formadas por médicos escalados de várias especialidades, cujo horário na urgência está inserido no seu horário de trabalho.
Como os serviços de urgência servem como serviços de consultas, que deveriam ser efectuadas nos centros de saúde, e como a escassez de médicos é crescente, para que se assegurem equipas de urgência os médicos têm que aumentar o seu horário de trabalho, à custa de horas extraordinárias. Por lei, são obrigados a cumprir 12 horas extraordinárias por semana. Na prática, um médico tem um horário de 35+12 horas ou 42+12 (se em exclusividade).
Deixando de parte a discussão da tabela de remuneração das horas extraordinárias, elas só serão feitas, para além do obrigatório, se os médicos quiserem. Qualquer trabalho a mais do estipulado no contrato deve ser acordado entre as partes, e só será efectuado se for compensatório para ambas.
Como vão os hospitais assegurar equipas de urgência, se os médicos deixarem de prestar mais 12, 24, ou mais horas extraordinárias por semana? Não sei e também não sei como se remuneram urgências com critérios de produtividade. Aliás ainda ninguém explicou.
Sugiro que se alterem os serviços de urgência e se transformem em serviços autónomos, com quadros próprios e especializados. Vejo o futuro algo negro.



