
Tenho, e sempre tive, um irresistível fascínio pelos judeus, pela sua diáspora, pelo seu martírio e pela capacidade de sofrer e regenerar que têm.
A sua chegada à Palestina e a fundação de Israel foi dolorosa, para eles e para os palestinianos, que se viram invadidos e espoliados da sua terra.
Nada justifica o terrorismo. Os palestinianos elegeram através de eleições livres, o Hamas. Por muito que doa, são eles, os terroristas, que representam o povo palestiniano.
Depois de declarações inflamadas a afirmar o contrário, o Hamas implicitamente reconheceu o direito à existência de Israel. Quando o mundo parecia respirar de alívio os israelitas, utilizando o pretexto do rapto de 1 soldado, resolveram deitar por terra todas as esperanças e, de uma forma totalmente descabida, desatam a bombardear a faixa de Gaza e agora o Líbano.
Qualquer tentativa de compreensão sobre esta escalada de violência, totalmente protagonizada por Israel, e que pateticamente algumas pessoas tentam justificar, como aconteceu no último “Expresso da meia-noite” (da SIC), é infrutífera.
Israel continua a fazer ouvidos de mercador ao coro internacional que, titubeantemente, o condena. Mas, o que fazer? Israel continua a contar com o apoio incondicional do EUA, naquilo que dizem ser a defesa contra o terrorismo. E como se defendem os palestinianos do terrorismo de estado praticado por Israel?


