01 julho 2006

Será desta?



A batalha terá lugar às 16 horas (hora portuguesa), no Estádio da Copa do Mundo da FIFA, Gelsenkirchen, Alemanha.

Será desta que chegamos às meias-finais?

Uma questão de decência


Rui Rio tem dado vários exemplos de autoritarismo bacoco, a coberto de uma noção mais ou menos trauliteira do poder democrático.

Os subsídios devem ser dados se os projectos tiverem valor, independentemente do que os seus promotores pensem ou digam do poder público que lhos atribui – o poder autárquico não é pessoal – e têm todo o direito de criticar.

Rui Rio é que não tem o direito de chantagear a população.

Fim de tarde


Nestes momentos melancólicos de luz
desmaiada e em fogo, que se espraia
em pequenas amêndoas de persiana,
nestas horas de música langorosa,
sinto em todas as fibras um torpor
que não sei se é de ardor ou de lonjura,
pelo adeus a fragmentos de ternura.


(fotografia de Victor Zhang: afternoon sun)

30 junho 2006

Palaciano (ou quase...)

Então Ramos Horta já está disponível para assumir a chefia do governo, caso, é claro, a FRETILIN e o presidente Xanana Gusmão o queiram?!?!?!

Foi você que falou num golpe de estado?

Uma questão ambiental


Fernando Ruas acha que se deviam correr os inspectores ambientais à pedrada. É uma questão de defesa da ecologia e do artesanato. As pedras são armas de arremesso, totalmente honestas e amigas do ambiente, o autarca é um belo exemplar da grunhice lusitana, raça protegida e acarinhada pelo povo.

Que tal pô-lo num museu?

Uma questão vertebral

Freitas do Amaral despediu-se do governo por motivos de saúde. Se calhar, foi o melhor que lhe podia ter acontecido, assim como a José Sócrates e (quem sabe?) ao país.

Desejo boas melhoras… a todos!

A hora dos médicos


Anunciada já há algum tempo, parece ir para a frente a alteração (redução) do pagamento das horas extraordinárias nos serviços de urgência.

Em primeiro lugar se são necessárias horas extraordinárias para assegurar os serviços de urgência é porque eles estão sub dimensionados para as necessidades. Já aqui disse mais do que uma vez que os serviços de urgência funcionam como serviços de consultas permanentes, para suprirem a carência de atendimento atempado nos Centros de Saúde. Enquanto o acesso aos cuidados primários não melhorar, os serviços de urgência estarão sempre superlotados.

Não é possível dimensionar os quadros de pessoal dos diferentes serviços hospitalares com razoabilidade porque: se os funcionários são em número suficiente para o trabalho previsível nas enfermarias (internamentos, consultas, tempos operatórios), não chegam para assegurar a formação de equipas de urgência suficientes; se os funcionários forem em número suficiente para assegurar a formação de equipas de urgência suficientes, são demasiados para o trabalho previsível nas enfermarias.

Se as horas são EXTRAORDINÁRIAS são, por definição, para além do horário exigido (e, também por definição, os médicos são obrigados a fazer 12 horas extraordinárias de urgência). Há médicos que fazem, por semana, 2 vezes 24 horas de urgência, na maioria das vezes porque não há outra possibilidade de construir equipas com os poucos médicos que existem (outras vezes porque é assim que compõem o ordenado).

O facto de se pagarem as horas extraordinárias ao preço máximo e igual para todos os médicos, independentemente do seu regime laboral, transforma trabalho igual em remuneração igual, o que me parece justo. Por outro lado, se os regimes de horários são diferentes e as horas extraordinárias são pagas em relação ao preço da hora, também me parece normal que o ministro queira regressar a esse método (prévio a Maria de Belém), porque poupa muito dinheiro.

Mas o que poupava mesmo mais dinheiro era fazer serviços de urgência independentes dos outros, com quadros próprios e regimes de horários e remuneratórios de acordo com as funções exercidas. Não só poupava dinheiro ao estado como atendia melhor os doentes. Isto, evidentemente, depois de resolver o problema das consultas nos centros de saúde.

Espero que o ministro perca o péssimo hábito de não negociar com os sindicatos, como espero que os sindicatos percam o péssimo hábito de fazer greve à partida, sem pensar e sem propor soluções. Os sinais não são prometedores. O ministro avança como um tanque, as corporações cerram fileiras e armam-se em vítimas.

O que está em causa é a saúde e a melhor administração dos dinheiros públicos. Mas, repito, os sinais não são nada prometedores…

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...