
A onda de violência que varre os fundamentalistas islâmicos, relativamente aos “cartoons” sobre Maomé, é absolutamente inqualificável, assim como o é qualquer acto de violência purificadora feita em nome de Deus, seja ele qual for.
Quem não gosta dos “cartoons” não compra o jornal, não liga a televisão. Se é uma ofensa retratar Maomé como incitador ao terrorismo, também me parece ofensivo o silêncio desses guardiães de Alá, quando há bombistas suicidas que matam indiscriminadamente, ou quando raptam pessoas para espalhar o terror.
Como reagiriam os cidadãos que agora incendeiam bandeiras da Dinamarca e que violentamente se manifestam às portas das embaixadas, se houvesse acções semelhantes na altura dos atentados de Nova Iorque, Madrid e Londres?
A liberdade é um valor em si, para os crentes e para os não crentes. Nunca ninguém se preocupou em avaliar a ofensa de um não crente quando ouve uma locutora de telejornal despedir-se “até amanhã, se Deus quiser…”. A crítica e o humor são corrosivos. Só tem medo desta conspurcação espiritual, por pensamentos e actos, quem se omite a pensar.
Quem não gosta dos “cartoons” não compra o jornal, não liga a televisão. Se é uma ofensa retratar Maomé como incitador ao terrorismo, também me parece ofensivo o silêncio desses guardiães de Alá, quando há bombistas suicidas que matam indiscriminadamente, ou quando raptam pessoas para espalhar o terror.
Como reagiriam os cidadãos que agora incendeiam bandeiras da Dinamarca e que violentamente se manifestam às portas das embaixadas, se houvesse acções semelhantes na altura dos atentados de Nova Iorque, Madrid e Londres?
A liberdade é um valor em si, para os crentes e para os não crentes. Nunca ninguém se preocupou em avaliar a ofensa de um não crente quando ouve uma locutora de telejornal despedir-se “até amanhã, se Deus quiser…”. A crítica e o humor são corrosivos. Só tem medo desta conspurcação espiritual, por pensamentos e actos, quem se omite a pensar.




