15 janeiro 2006

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Como Manuel Alegre, já não consigo decifrar as motivações ou as razões de Souto Moura. Então vai à Assembleia justamente na véspera das eleições presidenciais?
Falta uma semana. É preciso que todos votemos. Devemos participar, e mesmo que nenhum dos candidatos seja o ideal, pelo menos eles dão o seu contributo; o nosso é escolher.

14 janeiro 2006

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No “Fugas” de hoje perguntam aos candidatos à presidência quais os vinhos que preferem. Cavaco Silva, obviamente, não bebe vinho.

Só bebe leite magro e não fuma, come fruta e fibras, saladas verdes e couves, mas não come doces, nada que tenha ovos e açúcar, por causa do colesterol. Nada 3 km por dia, (no rio, claro!) corre 5, também por dia, em passo seguro e ligeiramente marcial, sobe sempre as escadas e não precisa de cobertores.

Não perde tempo a ler ou a ver televisão, emprega-o a analisar contas e a avaliar os conhecimentos económicos dos seus adversários. Não boceja, não se aborrece e, à noite, põe o manto de super-homem e sobrevoa o país para o poder salvar, no dia seguinte.

Só se lhe conhece um ligeiro defeito, ou dois: algures na sua infância, bebeu leite azedo e rilha os dentes sempre que vê Santana Lopes.

Ah, esqueci-me: ele não dorme, pensa, sempre no nosso bem.

Ainda as escutas

Outra hipótese: o/a funcionário/a da PT deu o arquivo em Excel com todos os telefones pagos pelo estado porque não esteve para se maçar a enviar apenas o que foi pedido – dava muito trabalho; quem pediu expressamente a ficha em formato electrónico fê-lo apenas porque é moderno e tecnologicamente muito avançado; o arquivo com o que não interessava ao processo não foi destruído porque, quando chegou, já não tinha préstimo para a acusação; só agora foi revelado aos jornais porque há uma hipótese, ventilada não sei por quem, de que há o perigo de Cavaco Silva, caso seja mesmo o nosso próximo presidente, também não querer demitir Souto Moura.

Tudo isto me foi dito por uma colega de trabalho. Se calhar… Não sei o que será mais triste, se estarmos em défice democrático, se estarmos em défice de excesso de burrice, negligência e incompetência!

13 janeiro 2006

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Pelo que entendi, e foi pouco porque nada se entende desta confusão, todos os detentores de altos cargos políticos, Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Procurador-Geral da República, etc., etc, tinham os seus telefones sob escuta.

Porque motivo? Quem autorizou? De que crimes eram suspeitos, todos eles? Quem tem autoridade para autorizar as escutas? Com que objectivo as fez?

Mais uma vez, foi levantado um rigoroso inquérito que terá que ter resultados num brevíssimo intervalo de tempo senão, ouvimos nós em directo, o Presidente tirará as devidas ilações.

Quer dizer que não as tirou já? E Souto Moura, também não terá ilações a tirar?

Então e Cavaco Silva, Mário Soares, Francisco Louçã? Não é desta que acham que o procurador deve, tem que ser demitido?

Ao menos o poeta disse que o demitiria, mesmo antes desta última notícia.

Então isto é um estado de direito, um dos pilares da democracia?

Estamos em verdadeiro défice democrático.

12 janeiro 2006

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Noite fria, negra e brilhante,
nos meus ombros o peso
deste manto invisível.

Abro a janela e mergulho devagar
no próximo dia.



(pintura de Katharine White)

08 janeiro 2006

A Pedra


A pedra é bela, opaca,
peso-a gostosamente como um pão.
É escura, baça, terrosa, avermelhada,
polvilhada de cinza.
Contemplo-a: é evidente, impenetrável,
preciosa.

(poema de António Ramos Rosa; pintura de Fiona Mc’Lean)

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Teimosamente, insisto em ver alguns programas que, por puro preconceito, tenho como interessantes, porque as pessoas que os integram são, à partida, pessoas interessantes.

Isto a propósito de “O Eixo do Mal”, na SIC notícias. Vejo-o todos os sábados e irrito-me sempre, de tal maneira a frustração é grande.

Com um ar “blasé” e sofisticado, de intelectuais modernos e espirituosos, aqueles personagens permitem-se dizer barbaridades com as certezas de um ego bem nutrido, comentários supostamente “giros” e irreverentes, gesticulando muito e dizendo piadas que só têm graça entre eles.

São estes os nossos pretensos intelectuais, de um pedantismo bacoco, que olham as pobres velhas desdentadas, despenteadas, gaiteiras, como se de peças de artesanato se tratassem, com paternalismo e distância, dando-se ao luxo de debitarem tolices que nós, estupidamente, estamos predispostos a ouvir.

Desisti. Vou superar o preconceito pseudo-intelectual.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...