As eleições de hoje em França e as eleições em Novembro no EUA.
O mundo ocidental corre alegremente para o que se pode comparar ao que aconteceu antes da eclosão da II Guerra Mundial.
Se Trump e Putin coexistirem à frente dos respetivos países, com a extrema-direita cada vez mais forte em França e na União Europeia, o horizonte vai-se escurecendo.
Seria muito importante que Biden desistisse já, de forma a conseguir posicionar-se outro candidato democrata. Pode ser que ainda vá a tempo. Mas não deixo de me questionar sobre a cobardia dos partidos Democrático e Republicano, ao não aceitarem substituir estes líderes. Demitem-se das suas responsabilidades.
Nos EUA a forma de eleger os candidatos é transparente: Quem se quiser candidatar candidata, pagando 4 milhões de dólares, ao partido. Depois os membros dos partidos (desde 1985 que qualquer pessoa pode votar num dos partidos, desde que se registe para tal, forma igual a poder votar para as 3 câmaras do parlamento e do presidente, nos EUA não há voto universal, é preciso registar como cidadão antes de cada eleição, depois disso é que pode votar, daí que em Novembro de 2020 foram as eleições mais participadas com 13,54% dos americanos a votarem) elegem os seus delegados para apoiar aquele candidato.
ResponderEliminarDepois de passarem dessa barreira é que avançam para a candidatura a presidente. (Caso do Senado e dos representantes, as escolhas são pelos membros dos partidos, ao estilo direcção dos clubes de futebol, quem pagou as quotas pode votar e escolher quem querem que se candidate ao cargo, contra que os outros partidos enviem, o que leva a coisas engraçadas como na Calfornia existirem 98 candidatos e no Texas serem 12. O mesmo se vai passar nas eleições de Novembro, em que há 9 candidatos mas, na maioria dos estados só 2 a 3 vão surgir nos boletins, pois não elegeram colégio eleitoral para surgir no boletim de voto da presidência.)
No caso de Joe Biden, o próprio já se devia ter afastado. Mal se aguenta em pé, a forma de pensar e falar já são atabalhoadas há 3 anos. Cabia-lhe dizer "Já fiz tudo o que podia pelo meu país. Agora que venha outro e que me prove que merece o meu apoio." Não estou a ver o Presidente a conseguir fazer os "famosos" discursos de 2 horas, em pavilhões com 80000 pessoas a gritar por ele. Problema será arranjar outro que apanhe o comboio já em andamento. Kamala Harris não tem perfil, os outros 3 candidatos que podem ser nomeados, já cometeram demasiados erros, mesmo sendo mais novos, o que já fizeram afastará mais gente de votar neles do que os que chamará.