Podemos caminhar, passo a passo. As nuvens desenhando sentidos e possibilidades, algumas certezas, na maior parte das vezes cinzentas ou negras. Umas tapam o sol, outras nem sombra acolhem.
Podemos dormitar, música ao fundo, tentando ordenar o que vem aí. Parece que o passado (ou os passados) nem sequer existem. Sucedem-se a grande velocidade e com grande intensidade, sem deixarem marca duradoura embora parem a respiração.
Mas os futuros que antevemos são enevoados, difíceis de orientar, difíceis de vislumbrar.
Pesam os anos e o corpo. O que ficou de tantos antes, o que ficará dos poucos depois?
Sem comentários:
Enviar um comentário