26 fevereiro 2022

Linhas vermelhas

pcp russia ucrania.jpg


A reacção do PCP à invasão da Ucrânia pela Rússia é inqualificável.


Afinal, aquela voz interior que sempre me murmurou ao ouvido que a aliança entre o PS e o PCP era estranha e contra natura, pois o PCP é um partido com tiques antidemocráticos e o PS é um partido fundador da democracia, tinha razão.


Na verdade aquilo que pensei ser passado voltou a grande velocidade - a cegueira ideológica do PCP que, para defender o indefensável, não se envergonha de negar as evidências.


E por isso eu própria me envergonhei. Durante os últimos seis anos esqueci esses mesmos tiques antidemocráticos e aceitei um governo apoiado pelo partido que defende Putin e o passo de gigante que deu para um conflito armado mundial.


Realmente é preciso traçar linhas vermelhas. E o PCP ultrapassou-a.

4 comentários:

  1. Zé Onofre01:48

    Boa Noite, Sofia

    Quanto mais ouço comentadores e analistas "credenciados", menos entendo. E mais baralhado fico quando entre tantos "especialistas" de tantos canais "independentes" a diferença entre os comentários é apenas do rosto de quem os faz e do canal onde os debita. Parece um comentário "único" saído do mesmo cérebro.
    Se por acaso há uma "análise" diferente, também não me parece muito credível porque é uma voz intimidada que está a tentar desmontar a "visão" maioritária, e não a acrescentar factos para se tirar alguma conclusão.
    O certo é que me sinto perdido, confuso e profundamente deprimido com esta situação.
    Tenho um princípio que, certamente, não é só meu - Nenhum Estado tem o direito de meter o bedelho nos assuntos internos de outro.
    Quando a Alemanha reconheceu, unilateralmente, a independência da Croácia abriu a porta à mortandade que se seguiu na Jugoslávia acabando com a OTAM a bombardear Belgrado e a amputar a Sérvia do Kosovo.
    Não foi legítima a atitude da Alemanha, nem a da OTAN e eu seguindo aquele princípio que enunciei só pude repudiar.
    Agora que a Rússia "entendeu" - em meu entender muito mal, e por isso repúdio coerentemente esse facto - meter-se nas querelas Ucranianas os mesmos analistas, que hoje condenam a Rússia, ontem apoiaram a OTAN.
    Continuo com o meu princípio de que nenhum Estado tem o direito de meter o bedelho nos assuntos internos de outros.
    O facto de países serem invadidos deixa-me a inteligência de luto, e emocionalmente deprimido.
    Os dois pesos e as duas medidas dos analistas metem-me nojo, e afastam-me cada vez mais dos noticiários, dos comentários e fazer de conta que morri
    Desculpe o longo comentário que foi mais um desabafo.
    Zé Onofre

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  2. Zé Onofre.
    Tem razão quanto aos comentadores, à visão a preto e branco e aos dois pesos e duas medidas.
    Mas a invasão da Ucrânia pela Rússia não tem duas interpretações - é um passo inqualificável de agressão de um país soberano e um risco para a paz mundial. Nada o pode justificar.

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  3. Zé Onofre03:01

    Boa noite, Sofia

    Nada justifica a ingerência de um Estado - seja ele qual for - sobre um outro, ou outros. Esta "é a minha verdade" e por isso repúdio esta ação militar da Rússia sobre a Ucrânia.
    Antes de tal acontecer tentei perceber as razões Russas e Ucranianas e tirei as minhas conclusões. Mas por mais fortes que sejam as razões nada justifica uma guerra.
    Eis um trecho de um texto que escrevi em "diasdehoje"

    "[…]
    Não encontro palavras
    Para falar de dores
    Que não se manifestam
    Em sintomas.
    Não encontro palavras
    Para descrever
    Uma dor tão funda
    Que me afunda
    Que lentamente me corrói.

    Há sombras tão negras
    Que apenas me deixam
    Chorar.

    Homo insanus, Homo insanus,
    Que fizeste ao Homo Sapiens?"

    Zé Onofre

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  4. Obrigada, Zé Onofre, e obrigada pelo poema.

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