
Rui Rio ganhou, de novo, as eleições no partido, contra aquilo a que se chama o aparelho.
Cada vez mais tenho a sensação de que a propaganda dos media e o que se lê nas redes sociais nada tem a ver com a realidade. Parece existir uma bolha constituída sempre pelas mesmas pessoas, pelos nomes que nos acompanham há décadas, de dirigentes a comentadores, que falam uns para os outros e não para o comum dos cidadãos.
Rui Rio falou para fora do partido. E a preocupação pela governabilidade futura do país, quando se assiste à retórica de partidos como o PCP e o BE, que perderam a oportunidade de serem levados a sério como verdadeiros parceiros de opções políticas de fundo, que continuam a tratar o PS como pária e o querem encostar à direita, quando se assiste a um PS que parece enquistado, cansado e desgastado por 6 anos no poder e por uma gestão dificílima de uma pandemia que desestruturou, deslaçou e triturou a sociedade, quando se assiste a uma extrema direita sem vergonha e a ganhar músculo por entre os que se sentem abandonados, a procura de uma alternativa ao centro pode ser a solução.
Rui Rio ganhou estas eleições e arrisca-se a ganhar as próximas legislativas.
Concordo com a conclusão. Ao contrário do que tenho visto repetidamente "martelado" entre a «opinião publicada», em termos puramente eleitorais, Rui Rio parece-me um concorrente mais incómodo para António Costa do que Paulo Rangel, na medida em que ele me parece capaz de roubar directamente eleitores ao PS.
ResponderEliminarE isso são roubos directos de votos, não é uma questão de mobilizar pessoas para votar, que são jogos entre o voto e a abstenção.
Interessante post, Sofia. Penso o mesmo.
ResponderEliminarObrigada.
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