
Nunca aceitei geometrias de comportamentos simétricos
adequados a género e idade pés em bico empoleirados
pernas pesadas a espreitar pelas saias
casacos assertoados decotes a condizer
cabelos disciplinados lábios de rosas
anéis pulseiras colares arrebiques de senhora
que se acomoda nas vestes do seu destino.
Mas sobretudo nunca entendi o calar dos sentidos
dos desejos dos impulsos da vontade de abraços beijos
de gostar de quem se gosta muito ou tudo
sem cuidar dos outros das conveniências das inusitadas
e estranhas regras da sociedade.
Talvez porque o estado de adulto ainda não fez caminho
que chegue lá onde estão as memórias
e a imperiosa necessidade de amar e ser amada.
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