06 dezembro 2020

De palavras me alimento

misterious books sculptures.jpg


Scottish book sculptures


 


De palavras me alimento


Secas pobres resignadas


Ato-as nas bordas do vento


Sopro-lhes gumes de espadas


 


Orações de pão e vinho


Solitária companhia


Atapetam-me o caminho


De tristeza e alegria


 


Escolho pedras são sinais


Das esquinas que encontramos


Pelos mundos desiguais


Pelos sonhos que encerramos


 


Com palavras me renovo


Em silêncios incontidos


É no amor que me devolvo


É nos gestos dissolvidos


 


Conto os dias que me faltam


Escrevo versos ressequidos


Que as palavras já não voltam


Aos meus dedos esquecidos


 

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