
De palavras me alimento
Secas pobres resignadas
Ato-as nas bordas do vento
Sopro-lhes gumes de espadas
Orações de pão e vinho
Solitária companhia
Atapetam-me o caminho
De tristeza e alegria
Escolho pedras são sinais
Das esquinas que encontramos
Pelos mundos desiguais
Pelos sonhos que encerramos
Com palavras me renovo
Em silêncios incontidos
É no amor que me devolvo
É nos gestos dissolvidos
Conto os dias que me faltam
Escrevo versos ressequidos
Que as palavras já não voltam
Aos meus dedos esquecidos
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