
Expresso - 07/11/2020
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...
Eu até compreendo a impaciência de quem não quer ficar em casa, mas o problema principal é, muito simplesmente, a pressão sobre os serviços de saúde.
ResponderEliminarSe o número de hospitalizações ultrapassar a capacidades dos hospitais, não apenas teremos que fazer as escolhas duras que os italianos fizeram em Março e Abril, como teremos aí sim que deixar de tratar doentes com outras patologias, como já está aliás a acontecer, ver a entrevista admirável que Nelson Gonçalves, do S. João, deu aqui atrasado à RTP3.
Ou será que quem se queixa da atenção exclusiva dada à Covid-19 defende que os doentes que precisam de tratamento hospitalar devem ser abandonados? Claro que não defende... Primeiro lida-se com o que é urgente, depois com o que é importante...
O problema fundamental, parece-me, é que há imensa gente incapaz de reconhecer que mesmo a uma sociedade tecnológica como a nossa, não resta outra coisa que não aguentar e esperar por um tratamento e por uma vacina, porque não há recursos que sustenham o crescimento exponencial de uma epidemia, e isto não é só cá, é em todo o lado...
"O contexto familiar e de coabitação é responsável por cerca de dois terços dos contágios pelo novo coronavírus, de acordo com dados hoje apresentados pelo primeiro-ministro, que revelam ainda que as escolas representam apenas 3% dos contágios."
ResponderEliminarhttps://24.sapo.pt/atualidade/artigos/conselho-de-ministros-acompanhe-aqui-a-conferencia-de-imprensa-6
Como tal, mandam-se as pessoas... para casa. Faz todo o sentido. Em qualquer antologia de anedotas.
Se ainda se tiver em conta o que a literatura científica vai produzindo, com periodicidade semanal ou inferior, sobre os efeitos da carência de vitamina D, que a nossa pele sintetiza quando exposta à radiação solar, na percentagem de testes positivos à COVID-19, na percentagem de casos de maior gravidade e no seu desfecho fatal, ultrapassa-se largamente o nível da anedota, ficando-se ao nível da negligência.
Do mesmo modo para os efeitos reconhecidos cientificamente no aumento de "células assassinas naturais", primas das células T, que a exposição a parques e florestas induz no nosso sistema imunitário.
E o que dizer da Suécia, sem confinamento e sem máscaras, e da Noruega, sem máscaras? Aqui fica a resposta, num gráfico elucidativo: https://prnt.sc/vhniqi
E o que já sabia - agora sabe-se muito mais - desde a epidemia da gripe espanhola sobre o uso de máscaras? Aqui fica a resposta, também num gráfico elucidativo: https://prnt.sc/upo9jd
Faz todo o sentido: a ignorância mata e matará muito mais do que a COVID-19.