11 junho 2020

Um bouquet de flores (3)

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Depois de uma noite um pouco sobressaltada pelas inúmeras vezes em que acordei, tive alguma dificuldade em levantar-me por causa das dores lombares que me acometeram. "De certo que não encolheu a barriga, nem juntou as omoplatas!" ouvi eu a vozinha exasperada da minha PT a buzinar-me ao ouvido. Mas acho que o problema estava mais no colchão do que na minha postura anatómica.


Mas férias são férias e nem a escorregadia banheira sem apoio nos desmoralizou. Pequeno-almoço muito agradável, numa lindíssima sala ao lado da cozinha, separada do hall de entrada por umas portadas de ferro.


E o dia, fresquinho por sinal, esperava por nós. Percorremos Arraiolos à procura da casa para a qual tinha telefonado, a indagar da possibilidade de restauro do tapete. Esperámos que abrisse sentados numa esplanada em frente a uma farmácia, a ouvir os locais conversando, naquela melodia cantada e arrastada do Alentejo, até que decidimos informar-nos do horário da loja. Descobrimos que havia outra no largo da Câmara que, essa sim, deveria estar aberta. Em Arraiolos as casas de tapetes são omnipresentes e inundam as ruas, com mostras de todos os tipos de bordados, cores e motivos. Mas a que queríamos estava mesmo ao lado da do edifício da Câmara.


Após demoradas e aturadas medidas, com resmungos desolados da parte do lojista, concluí que o custo da restauração do tapete era o mesmo da compra de um novo. Fiquei bastante desiludida e triste, porque o que quero é aquele, desenhado e confeccionado pelas mãos exímias da minha mãe, habilidosa e perfeccionista como só ela é capaz.


Para o quadro ser completo, o Centro de Interpretativo dos Tapetes de Arraiolos estava encerrado.


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