Suspendamos por um instante o arvoredo
as aves que nos oferecem as manhãs
o azul de uma onda que desmonta
o sal depositado na pele de alguém.
Suspendamos por um instante a febre
a premente necessidade de amar
a pedra que segura esta torrente
as palavras que sabemos desenhar.
Suspendamos depois as incertezas
o mundo que apertamos na garganta
as mãos que desesperam de desertas
as almas deserdadas de esperança.

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