14 dezembro 2019

Do início das festividades

A verdade é que o meu espírito natalício custa cada vez mais a chegar e chega cada vez mais tarde. Mas o tempo urge. Hoje dei início às hostilidades.


Os cabazes cá de casa estão esqueléticos e anémicos, literalmente, pois o licor de pêssego, embora delicioso, tem uma cor ligeiramente descorada.


Portanto este ano experimenta-se o doce de dióspiro. Este é um fruto que sempre evitei, pela sua textura e aparência demasiado gelatinosa, até ao ano passado, altura em que o experimentei (o de roer) e fiquei fã.


diospiro.jpg


dióspiro


 


Como cá em casa tudo se transforma em compotas e licores, lá descasquei e cortei em pedacinhos 1,5 Kg de dióspiros que coloquei num enorme tacho com 1 Kg de açúcar, sumo e casaca de 1 laranja, 3 paus de canela e uns goles de moscatel de Setúbal.


Depois de fervilhar fazendo espuma durante algum tempo, resolvi reduzir a puré com a varinha mágica e deixar ferver mais um pouco.


Agora está a aguardar que arrefeça, para ver se necessita de voltar ao lume. Os frasquinhos serão cheios e rotulados para rechear os frugais cabazes, que serão saudáveis, naturais e sustentáveis - tudo muito bio e artesanal, para não ferir a economia circular - discurso muito em voga, seja lá o que for que significa.

2 comentários:

  1. Anónimo18:58

    Deve ficar óptimo, como qualquer um dos teus licores. Quanto aos dióspiros esses de roer não prestam para nada. Nem me lembro de exitirem em Portugal. Os outros fribrosos e cremosos é que são bons. Comidos à colher só com canela. Não resisto.

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  2. Apesar de não saber a quem estou a responder, embora desconfie, devo dizer que o doce ficou perfeito. E eu gosto bastante destes dióspiros. Mas concedo que tenho que experimentar os outros, para comparar.

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