
Nestes dias eleitorais sinto mais agudamente a ausência de quem comigo sempre trocava impressões entusiasmadas ou apreensivas sobre a afluência às urnas, as previsões, os resultados.
Honro todos os que lutaram para que pudéssemos viver em democracia. Para mim estes dias transformam-se sempre numa festa, mesmo sem bolos, velas ou champanhe. A alegria com que celebramos viver em democracia, viver numa comunidade europeia, tolerante e misturada.
Sim, é triste que muitos daqueles a quem devemos a Democracia já não estejam connosco, e com o passar do tempo cada vez menos serão, o que nos priva do testemunho de quem viveu sem ela e por certo considerava ou ainda considera que ela nunca pode ser tomada como garantida e que é uma casa que se constrói todos os dias.
ResponderEliminarMas, quando eles resistiram ao salazarismo ou pegaram no fim em armas para acabar com ele, o seu desejo era justamente, imagino eu, que a Democracia por eles criada lhes sobreviveria. E quarenta e cinco anos já cá vão na conta...
Que este edifício imperfeito dure e dure num País que antes nunca tinha conhecido a verdadeira Liberdade Política é a melhor homenagem que lhes podemos prestar. Bem hajam!