
Habituei-me a lidar com a exigência, a pontualidade, as regras, a voz de comando. Aprendi as conversas, os livros, a necessidade de pensar e reflectir. Cresci a sentir a seriedade, o sentido do dever, do serviço, da obrigação, da superação.
A minha casa era o espelho do que julgava ser o mundo. Sempre a fazer mais e melhor, independentemente de qualquer necessidade ou mesmo esperança de reconhecimento, fazer o máximo como um dever. À medida que os anos passaram percebi que a minha casa não era a norma, nem um hábito generalizado. À medida que fui assumindo outras responsabilidades reconheci que a minha casa era, de algum modo, extraordinária.
E ontem, mais uma vez, ao ouvir o que pessoas a quem tanto devemos diziam do meu pai, ao ver tanta gente a comover-se, a cumprimentá-lo e a agradecer-lhe o exemplo, ao ler o seu percurso descrito por pessoas estranhas à minha casa, posso assumir sem pudor que sou filha de um pai extraordinário.
Que bonito, que bom, que belo texto, Sofia❤️... sem palavras... Bj
ResponderEliminarObrigada ao Anónimo que me cumprimentou...
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