Mais uma vez, desta vez pela mão do Público, um título bombástico sugere que houve destruição intencional de provas e documentos sobre os focgos de Pedrógão Grande, tendo vindo já o Presidente da República acenar com a eventual matéria criminal. No entanto, se lermos o corpo da notícia:
(...) Esta é uma situação que decorre, dizem alguns comandantes ao PÚBLICO, da falta de meios para trabalho num posto de comando, uma vez que estes planos são desenhados e redesenhados conforme o evoluir da situação. Acrescentam os auditores que este caso mostra a necessidade de investimento "no plano informático" que guarde informação, o que não acontece actualmente. No terreno, as situações tácticas (SITAC) vão sendo desenhadas num plástico ou acrílico colocado por cima de uma carta militar, e quando se desenha a mais recente, a anterior é apagada. Alguns comandantes vão guardando fotografias desse trabalho, mas no incêndio de Pedrógão, de acordo com os auditores, isso não aconteceu.
Já os restantes planos e informações vão circulando entre os responsáveis, mas de acordo com o relatório da DNAF, que foi revelado em parte pela RTP em Novembro, os documentos em papel que os suportavam terão sido destruídos. Este é apenas um dos detalhes que a auditoria revela e que mostram que há vários pontos amadores no combate a incêndios em Portugal. (...)
... parece que a destruição das ditas provas é um procedimento decorrente da falta de meios informáticos, e não com a intenção deliberada de impedir qualquer investigação.
Também voltámos às acusações de ocultação de relatórios. O governo diz que está em segredo de justiça. Em que ficamos?
Tudo isto é muito triste.
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