
25 Abril de 1974 - Largo do Carmo
De Abril o brilho dos olhos nos cravos
armas flores e meninos espantados
liberdade perfumada para escravos
despertados pelos sonhos renovados.
Tantos anos que passaram num só dia
tanto tempo concentrado de ternura
desde sempre com a voz da poesia
para sempre com um cravo à cintura.
De Abril sinto o sal da alegria
um instante de contínuas ilusões
num País que do mundo sobraria
com a alma inundada de canções.
É de Abril a cor da mão que te ofereço
o carinho com que planto tanta espada
ao País que tanto sofro e desmereço
na certeza da perpétua madrugada.
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