31 março 2018

Prece


 Amália Rodrigues


 



Catarina Wallenstein


Pedro Homem de Mello & Alain Oulman


 


Talvez que eu morra na praia


Cercada em pérfido banho


Por toda a espuma da praia


Como um pastor que desmaia


No meio do seu rebanho.


 


Talvez que eu morra na rua


E dê por mim de repente


Em noite fria e sem luar


E mando as pedras da rua


Pisadas por toda a gente.


 


Talvez que eu morra entre grades


No meio de uma prisão


Porque o mundo além das grades


Venha esquecer as saudades


Que roem meu coração.


 


Talvez que eu morra de noite


Onde a morte é natural


As mãos em cruz sobre o peito


Das mãos de Deus tudo aceito


Mas que eu morra em Portugal.

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