26 dezembro 2017

Das demonstrações banalizadas

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Expresso


 


Tanta palavra, tanto abraço, tanto afecto, tanto amor, tanto mel, tanto amasso, tanto sorriso, tanta lágrima. Tudo se banaliza, até o que de mais íntimo e genuíno temos. E tudo acaba por perder significado e importância.


 


O Presidente da República transformou-se no fiel da balança dos afectos e dos compromissos – tudo o resto se lhe compara, o tom, os olhares, a voz, a compaixão – ele é sempre o melhor e é com ele que todos se têm de medir.


 


Depois de uma irrelevância de Presidência protagonizada por Cavaco Silva, pelo azedume, pela escassez de empatia, pela arrogância e pelas intervenções rancorosas, Marcelo arrisca-se a desfazer aquilo que o transformou num excelente Presidente, pelo constante transbordar de discursos, comentários, aparições e avaliações. É, de facto, uma pena e um desperdício.

2 comentários:

  1. Anónimo10:31

    Ao princípio era, de facto, preciso bastante, para compensar o que faltara durante uma década, mas a continuação do fluxo começa a revelar que o excesso não só não é circunstancial como se revela cada vez mais excessivo.

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  2. Sérgio Ambrósio14:21

    Concordo inteiramente com o texto

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