Por muito que quiséssemos era obviamente impossível, a qualquer governo, ter resolvido os enormes problemas das pessoas que ficaram sem nada em Pedrógão Grande e nas restantes áreas calcinadas pelos incêndios. Como também é absolutamente demagógico dos nossos anteriores governantes, exigirem que o dinheiro da solidariedade já estivesse nas mãos de quem necessita, sem qualquer veículo estatal que o possa acautelar e colocar nas mãos de quem dele precisa, ou grandes responsabilidades em relação ao SIRESP, como se fossem alheios a tudo o que diz respeito ao Estado.
Mas também me parece que as críticas à PT e ao SIRESP da parte de António Costa são dispensáveis. O que se espera do governo é que actue, não que se queixe, mesmo que tenha razões para isso.
Não sei já precisar se foi ontem que ouvi, na televisão, uma responsável pela protecção civil assegurar que as falhas verificadas nas comunicações, através do SIRESP, não tinham tido consequências porque havia sistemas de redundância de comunicações para evitar ausência total das mesmas. Fiquei perplexa outra vez, pois está tudo a colocar-se exactamente ao contrário: o SIRESP deveria servir para que as comunicações não falhassem quando os sistemas normais deixam de cumprir.
Porque não acabam com um sistema que, pelos vistos, é caro e não serve para nada?
As prioridades do governo são uma vergonha. Tancos já está na sucata, as vítimas de Pedrógão ainda não viram um tostão. Mas Costa foi de férias. Leia a carta da cidadã de Pedrógão
ResponderEliminarO que é uma vergonha é a exploração indecente desta situação, como se fosse diferente da dos anos anteriores. Há décadas que o desastre se adivinhava. Há mais desastres que se adivinham, como um acidente de aviação em cima de Lisboa, como muito bem lembrou Maria de Lurdes Rodrigues. E não seja demagógico com as férias seja de quem for. Como se, hoje em dia, alguém com um mínimo de funções de responsabilidade, não esteja permanentemente contactável e em sintonia com o que se passa.
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