Mário Soares
Quantas vezes polémico, quantas vezes magnânimo, outras tantas insolente, arrogante e prepotente, mas sempre amante da liberdade, combatente incansável e com um gosto genuíno pela luta política.
Quantas vezes o achei excessivo, ridículo até, mas sempre o admirei pela coragem e pela capacidade de ler a realidade e a sociedade portuguesa, que o fazia um temível adversário e um servidor público que marcou e modelou a nossa vida e a nossa democracia que, com muito poucos outros, fundou.
A ele, como a muito poucos outros, devemos a liberdade e a democracia, a viragem e abertura à Europa, a modernidade. A sua morte é o símbolo do fim de uma época.
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