Rebecca - um dos clássicos mais clássicos que existem, com toda a razão e sem qualquer desmerecimento.
Tudo é bom - o ambiente, a luz, a soturnidade, a irresistível melancolia, a sugestão do medo, os excelentes actores, contidos e bem orientados, a ingenuidade de Mrs. de Winter, a tristeza de Maxim, o à-vontade insolente de Favell, a fabulosa e sinistra Mrs. Denvers.
Foi o primeiro filme de Hitchcock que vi e fiquei irremediavelmente sua enormíssima fã. Devo ter visto todos os outros, mais de uma vez, aproveitando as reposições e os ciclos comemorativos. Lembro-me particularmente de um na Gulbenkian, em que vi pela primeira vez Os pássaros, e outro no Quarteto - A janela indiscreta ou A mulher que viveu duas vezes - numa sala pequena, com muitas cadeiras em relação ao enorme écran, que nos fazia torcer o pescoço como se fosse uma cena de animação.
O filme mantém todo o suspense de quem o vê pela primeira vez e o arrepio delicioso para quem gosta deste género. Um dos melhores de Alfred Hitchcock, baseado num livro de Daphne du Maurier, e um dos exemplos cinematográficos em que a personagem principal e omnipresente está totalmente ausente.
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