Com o passeio enrolado nas pernas empedradas já cansadas
assim se resumem os poetas nas suas vidas normalizadas e quietas.
Penteiam as máscaras terrosas arrumadas nos fundos das gavetas ou na cadeira do canto
rodam devagar os rostos para se verem nos espelhos do carro
e suspiram perante as curvas que percorreram pelo destino
marcadas pelo punho do tempo em palavras que não se dizem mas que crescem
como as raízes que esticam e ulceram a plenitude.
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