... será Marcelo Rebelo de Sousa. Sem surpresa, pois todas as sondagens o previam.
Tenho pena que não tenha havido uma segunda volta. Marcelo não foi o meu candidato mas será o meu Presidente. Depois de Cavaco Silva terá a ciclópica tarefa de restituir ao cargo e à função a dignidade e a importância que ele tem.
É triste, mas espectável, a colagem que já se vê o PSD e o CDS a fazerem à vitória de Marcelo, tirando conclusões de reduções de maiorias sociológicas de esquerda. Sem qualquer adesão à realidade. Marcelo Rebelo de Sousa não foi o candidato do PSD e do CDS, com aliás deixou bem claro durante a campanha. O PS desistiu destas eleições, quanto a mim muito mal, e desde há muito considero. Mas a maioria parlamentar que suporta o governo nada tem a ver com a soma das votações dos candidatos de esquerda. Muitos eleitores desse espectro político não terão sequer votado por não se reverem em nenhuma das candidaturas.
Uma coisa é certa: mudámos para melhor, sem qualquer dúvida.
Esperemos que o novo Presidente nos surpreenda pela positiva. Aguardo grande turbulência mas, ao mesmo tempo, algum divertimento.
Mais uma vez se prova o meu inconseguimento absoluto nestas matérias, eu que sempre defendi que Marcelo nunca se candidataria.
Se acredita que Marcelo não foi o candidato do PSD e CDS-PP então é utópico. Qualquer português minimamente atento que visse os comentários dele na TVI e que depois tenha visto os debates percebeu que o Marcelo-candidato não é o Marcelo-pessoa, é o Marcelo-mentiroso. Como este tipo de divisões tem tendência a dar asneira, ainda bem que vou deixar de trabalhar em Portugal, deixo de ter de ouvir estas tretas na nossa política.
ResponderEliminarSe tem tantas certezas deveria ter-se candidatado. Ninguém sabe o que perdemos...
ResponderEliminarMudámos para melhor com certeza. Até porque não é difícil melhorar um cargo que estava entregue a uma múmia. Resta-nos ter esperança que dignifique o cargo, coisa que o actual presidente não fez, dada a cegueira e condicionamento pessoal que tem, com tudo o que de errado se passou em Portugal nos últimos 40 anos.
ResponderEliminarSó espero que este novo presidente tenha em consideração acabar com esta
ResponderEliminardegradação a que o nosso país chegou, Não ver as pessoas como números, não deixar que a corrupção exista e que os ricos sejam cada vez mais ricos e que só estes consigam empregos..................
Não era preciso, havia mais dois candidatos de esquerda bastante competentes que não se desdiziam a cada frase. Bastava ter visto os debates para perceber...
ResponderEliminar"Quero ser o presidente de todos os portugueses"
ResponderEliminarAníbal cavaco Silva, não me lembro se no discurso de 2006, se no de 2011, mas foi num desses. Não lhe faz lembrar nada ontem à noite?
Contrariamente ao que diz, não acho que a estratégia do PS de não apoiar explicitamente um candidato tenha sido errada. Se olharmos para as duas últimas eleições, o candidato do PS perdeu-as sempre, com fuga de votos para os candidatos independentes, supostamente da sua área. Se tivesse apoiado explicitamente um candidato, estaria hoje associado directamente à sua derrota. O apoio do PSD e do CDS a Marcelo foi dado porque tinha de ser dado, mas bastava ler o Observador e os teólogos da direita que por lá pululam para perceber que Marcelo impôs a sua presença à direita. De certa forma, vejo semelhanças com a candidatura e vitória de Jorge Sampaio no seu primeiro mandato.
ResponderEliminarOs próximos 2 anos (ou até mais) continuarão a ser de intensa azia para os delfins de Passos e Portas, a avaliar pelos comentários de ontem na RTP, de Luis Montenegro e Nuno Magalhães, mais conhecidos pelo roque e a amiga.
Pouco me importam as palavras. Os actos (ou a falta deles) é que causam estragos. Veja-se o ultimo vomito do ainda residente de belém ao chumbar as alterações da leis da adopção e aborto, para se perceber o tipo de carácter da personagem. Por mais que concorde ou discorde com o chumbo das ditas leis, não deixo de registar, por um lado o timing em que o fez, e por outro, a falta de coragem para assumir posições.
ResponderEliminar