(...) Se, pela primeira vez em Portugal, a esquerda conseguir entender-se com o pragmatismo que nunca lhe assistiu – ao contrário da direita, que desde os primórdios da democracia tem pragmatismo para dar e vender – António Costa parte de uma derrota eleitoral humilhante para uma vitória política histórica. A narrativa de 40 anos de democracia (“o PS só se pode entender com o PSD, por causa dos constrangimentos europeus e outros”) cairá por terra. E para quem tem dúvidas é bom lembrar que a legitimidade política pertence à maioria dos deputados do parlamento: a quem consegue fazer passar um orçamento e resistir a uma moção de censura. É isso que está na Constituição e o hábito não é um preceito constitucional.
Sem comentários:
Enviar um comentário